10 mandamentos da Gestão de Pessoas - Um Código de
Ética da Nova Administração de Recursos Humanos (ARH) - e que se compõe dos
seguintes imperativos morais:
1. Dignificar o ser humano: Não mais administrar as
pessoas - como se elas fossem simples recursos empresariais, ou seja, sujeitos
passivos e inertes de nossa administração - mas acima de tudo, administrar
conjuntamente com as pessoas - como se elas fossem os sujeitos ativos, ou seja,
companheiros da atividade empresarial, colaboradores do negócio, fornecedores
de inteligência e de conhecimento que tomam decisões a respeito dos demais
recursos físicos e materiais, e mais do que isso, dotados de espírito
empreendedor e inovador. Pessoas como pessoas e não mais como meros recursos da
empresa. Gente como gente e não como commodity que se pode descartar a cada
momento.
2. Tornar estratégica a ARH: Transformar a ARH de
uma tradicional área operacional de prestação de serviços internos e basicamente
burocratizada em uma área estratégica de consultoria interna e de
direcionamento de metas.
3. Compartilhar a administração com os gestores e
suas equipes: Descentralizar, delegar e desmonopolizar a área de ARH - até
então uma área fechada, lacrada e introspectiva - transferindo as decisões e
ações de RH para os gerentes e transformando-os em gestores de pessoas e de
equipes.
4. Mudar e inovar incessantemente: Transformar a
ARH no carro chefe das mudanças e da inovação dentro das empresas, através da
renovação cultural e da transformação da mentalidade que reina na organização.
5. Dignificar e elevar o trabalho: Dar prioridade
ao foco fundamental na cultura participativa e democrática, com o incentivo e
desenvolvimento de equipes autônomas e auto-geridas. Substituir a obediência
cega às regras e regulamentos pela participação e colaboração espontânea.
6. Promover a felicidade e buscar a satisfação:
Desenvolver a utilização de mecanismos e técnicas de motivação, a participação
e o senso de pertencer, a ênfase em metas e resultados e a melhoria da
qualidade de vida dentro da organização através da elevação do clima
organizacional e da plena satisfação no trabalho. Transformar a empresa em um
excelente lugar para trabalhar.
7. Respeitar a individualidade de cada pessoa e sua
realização pessoal: Adequar continuamente as práticas de RH - até então
homogêneas, fixas, estereotipadas, genéricas e padronizadas - às diferenças
individuais das pessoas através da flexibilização da atividade, capacitação,
remuneração, benefícios, horários, carreiras, etc. Promover as diferenças
individuais, incentivar a diversidade e permitir que cada pessoa se realize
dentro de suas próprias características de personalidade, fazendo da
organização o meio mais adequado para que isto possa acontecer.
8. Enriquecer continuamente o capital humano:
Enfatizar continuamente a criação e agregação de valor através do
desenvolvimento das pessoas, da gestão do conhecimento e do capital
intelectual. Fazer com que a organização e as pessoas que nelas trabalham tenham
um valor intelectual e financeiro cada vez mais elevado a cada dia que passa.
9. Preparar o futuro e criar o destino: Enfatizar a
contínua e ininterrupta preparação da empresa e das pessoas para o futuro,
criando o destino e as condições de competitividade necessárias para a atuação
em um mundo de negócios globalizado, competitivo, dinâmico e mutável.
10. Focalizar o essencial e buscar sinergia:
Promover a concentração no core business da área, isto é, naquilo que lhe é
essencial - lidar com pessoas - através de uma nova organização do trabalho
mais simples, enxuta e flexível e baseada em equipes e em processos e não mais
fundamentada na tradicional departamentalização funcional.
Esse foi um texto escrito por Luiz Carlos Campos, ex-presidente da
ABRH-Nacional, e lido por ele no Congresso Mundial de Recursos Humanos, no Rio
de Janeiro, em 2004.
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