" A transformação de vidas através da Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Humano."

27 de maio de 2015

Crise: Medo de perder emprego e excesso de trabalho podem causar doenças

O medo de ficar desempregado assombra ambientes de trabalho, sobretudo nesta época de crise econômica. Esse medo contínuo pode fazer com que o empregado tenha doenças e distúrbios emocionais.
Uma das coisas que as pessoas podem desenvolver, e que é mais frequente, é o Transtorno de Ansiedade Generalizada. Isso interfere nas tarefas, já que elas têm dificuldade de controlar os pensamentos e prejudica o funcionamento do trabalho.
É comum os trabalhadores ficarem com irritabilidade, insônia, estresse, gastrite e até mesmo com depressão.
A depressão é uma autopunição, as pessoas não conseguem colocar para fora a raiva, o medo e a insegurança e põe para dentro. Ela também aparece como falta de vontade de fazer qualquer coisa, até de levantar da cama para ir trabalhar.
As relações familiares também ficam estremecidas por causa desse problema, uma vez que o trabalhador acaba descontando nas pessoas mais próximas todo o nervoso que passa durante o dia.
As empresas realmente espalham esse clima de tensão, infelizmente. Os funcionários não conseguem descarregar esta tensão e ficam preocupados. Isso gera consequências em casa, o casamento vai dificultando, a relação com os filhos fica complicada. Isso é uma realidade do nosso tempo.
O ideal seria que os profissionais pudessem aliviar a ansiedade com uma atividade física.
Enquanto você está empregado, aproveite e faça o melhor possível. Você tem que mostrar que é bom, que está investindo, que o seu esforço está valendo a pena e que você faz falta naquele trabalho. Invista em você profissionalmente para que se um dia for mandado embora, tenha até mais capacidade e currículo para se recolocar.
Falar é fácil não é mesmo? Mas vamos lá, vejamos:
Estresse e crise: Saiba por que trabalhar em tempo contínuo é um erro.
Quem zela pelo corpo, pratica exercícios e reconhece a importância em manter agenda aberta a momentos de descontração tem vantagem competitiva.
Diante da crise, o corpo não identifica se o estresse é psicológico ou físico. Por isso, tentar resolver apenas mentalmente um problema não é solução. O estresse se mantém, quando poderia ter sido amenizado pelo efeito de uma sessão de ginástica ou de corrida, antes de uma reunião estressante Se você acredita que, nos momentos mais estressantes da carreira, deve focar ainda mais no trabalho e no raciocínio, preterindo os cuidados com a saúde, o corpo e o próprio bem-estar, errou. 
A estratégia de abandonar os cuidados com o corpo em períodos tensos, como o da atual crise econômica, implica menor velocidade e capacidade de solucionar problemas.
Cair em estado de trabalho contínuo, esquecendo que o corpo precisa de recuperação, é um erro. Executivos que praticam exercícios e não perdem o foco na saúde contam com vantagem competitiva importante em relação aos demais, que pode ser traduzida em menor ansiedade e estresse, além de capacidade de tomada de decisões mais rápida.
Toda pessoa deve praticar atividades que promovam relaxamento, como hobbies ou esporte. O ser humano possui controles puramente técnicos para liberar o estresse. É este o caso de determinados exercícios respiratórios. Inspirar e expirar por um período de tempo maior, por exemplo, alivia a tensão e eleva o rendimento do executivo no trabalho. O esporte funciona da mesma maneira.
Outra forma de minimizar os efeitos da pressão é melhorar a gestão do próprio tempo. Quebre em pedaços as tarefas difíceis. Use sua habilidade para resolver cada pedaço de uma vez. Assim, terminada a tarefa você terá sensação de finalização e ânimo para ir além.
Happy hour deveria ser prescrição médica
Para aqueles que precisam de ânimo adicional e que têm sofrido pressão a ponto de não conseguirem recarregar as baterias apenas no final de semana, um remédio bastante interessante: um bom happy hour na sexta-feira.  
O happy hour deveria ser prescrição médica nesta época de crise.
A dica é relaxar com os amigos no final do expediente. A equipe, os executivos e profissionais - todos - que passaram a semana inteira tensos, discutindo, criando e correndo atrás de soluções para os novos contextos do mercado com a crise merecem momentos de alegria. E a troca que ocorre durante um happy hour enriquece a todos.
Fonte de Pesquisa: Vya Estelar.

13 de maio de 2015

“Não existe mal que dure para sempre, nem bem que permaneça pela eternidade.”

“Não existe mal que dure para sempre, nem bem que permaneça pela eternidade. A energia que você gasta em cada um desses momentos é que faz a diferença".
Saber que nem tudo vai durar para sempre pode ser angustiante, mas também libertador quando o que se está passando não é nem um conto de fadas.
Sim, vivemos em tempos de crise, mas a verdade é que vivemos isso desde que nos entendemos por gente: é crise amorosa, crise financeira, crise existencial e todas as outras crises que se pode imaginar, a diferença é que agora estamos passando pelo mesmo momento, uma crise coletiva e, como toda coletividade, temos a escolha de seguir a manada ou agir como pessoas únicas que somos, assumindo uma postura dinâmica e pessoal sem se desgastar com coisas desnecessárias, pois assim se tem energia para investir no que realmente importa.
É comum em momentos difíceis pensar uma coisa e fazer outra. Não é por maldade, mas por uma condição comportamental mesmo. Quando uma situação é desagradável e exige mudança de postura, até pensamos em mudar e de fato queremos mudar, mas existe algo que alguns psicólogos chamam de comportamento operante que faz com que se permaneça como sempre foi, porque se acredita que até aquele momento a situação sempre foi boa, logo a tendência é que se eu permanecer no mesmo comportamento, tudo também permanece igual. Ledo engano. Nessas horas é preciso remar contra a maré da estagnação e botar a cabeça para questionar a si mesmo. Não é a coisa mais simples do mundo, mas, acredite, é perfeitamente possível.
Perceber como se age em momentos de crise é fundamental para poupar-se. Assim como quando precisamos dar aquela economizada na grana para que ela sobre até o final do mês ou para que se consiga fazer a tão sonhada viagem, é preciso também economizar-se para enfrentar os desafios que se apresentam diariamente e assim ter força suficiente para superar adversidades, em qualquer aspecto da vida.
Poupar-se não significa distanciar-se ou ter sangue de barata para tudo o que acontece, mas entender que nem tudo vale a pena e, assim, se guardar para o que realmente importa.
Gastar energia com o que não te faz bem é como comprar algo que você não vai usar, quando poderia perfeitamente ter economizado para uma ocasião realmente útil. Portanto, assim como se pensa em educação financeira, é fundamental que você também pense em sua educação energética, pois quando você se economiza, tem reservas para investir no que te faz bem, como aquele projeto que sempre quis se dedicar ou o tempo a mais que você sonhou em ter, mas achava que jamais conseguiria.
Nem sempre pensamos por este lado, o que é um grande erro, e é aí que talvez esteja mais uma vez o tal comportamento operante que nos faz agir sem pensar: dia após dia, ano após ano, perdendo um tempo que não volta mais, pois acreditamos que estamos ganhando alguma coisa com isso.
O fato é que somos verdadeiros esbanjadores de energia produtiva, torramos sem dó com coisas que não fazem o menor sentido, como a irritação descabida com uma fechada no trânsito, a torcida de nariz para um post com opiniões contrárias às nossas e até aquela intolerância descomunal para o comentário desnecessário da mesa de desconhecidos ao lado na hora do almoço.
Em momentos de crise, ou em qualquer momento difícil que você esteja passando na vida, use sua energia para resolver o problema e não para gerar ainda mais problemas, que na certa é o que você menos precisa nestas horas. Use sua energia a favor e não contra si mesmo. Pare de reclamar sem agir, de brigar sem resolver.
Demandar energia para momentos ruins só faz com que eles demorem mais a passar, do mesmo modo que investir energia em momentos bons faz com que eles durem um pouco mais porque realmente são curtidos até o fim. Nada é ruim (ou bom) para sempre e por mais que não se possa controlar todas as coisas, podemos sim dar aquela esticadinha nos momentos que achamos importantes.
Fonte: Gisele Meter.

5 de maio de 2015

A Geração X Está Chutando o balde


A geração X está cada vez mais vivendo paixões e menos ilusões. Talvez em momentos de crise como este, em que estamos vivendo, seja o momento “ideal” ou “momento gatilho” para a tomada de uma série de decisões profissionais, e “chutar o balde” tem sido avaliada com bastante carinho e atenção por esta geração.
Muitos profissionais por volta dos 35 anos, com uma carreira bem sucedida e vida estável, estão tomando a decisão de “chutar o balde”. Muitos estão dando adeus aos empregos e todos em sua volta ficam meio surpresos. Muitos casos me chamam a atenção. Existem pessoas que trabalham há mais de uma década em grandes empresas, são respeitadas e tem uma vida confortável. Mas encheu o saco. Resolvem estudar, voltarem para a cidade natal e abdicarem de grande parte do conforto em busca do que o faria feliz de verdade. Eles nunca mais fazem uma apresentação de power point na vida, usam o excel apenas para controlar os gastos mensais e esbanjam um brilho nos olhos toda vez que os reencontramos.
Fato é que histórias como essas têm sido cada vez mais comuns na geração X. Enquanto todos se preocupam com a urgência e ambição da Geração Y, a Geração X, imediatamente anterior, está repensando seus conceitos e valores. Fomos criados acreditando que uma vida feliz era falar línguas, fazer carreira, trabalhar a vida inteira numa ou duas grandes empresas, comprar o apartamento próprio, construir uma família para sempre e ir pra Disney (ou Paris) uma vez por ano. Uma vida estável e fixa, sem rompantes de aventura.
Acontece que grande parte da Geração X chegou aos 30, 40 anos e descobriu que para juntar meio milhão e dar entrada, com sorte, num apartamento modesto que irá pagar até seus 60 anos, o caminho é longo e o preço é alto, bem alto. Os poucos que conseguem, heroicamente, conquistar seus bens e sonhos sem a ajuda dos pais, estão exaustos. Olham em volta e mal têm tempo de curtir os filhos ou as férias exóticas que sonham (e têm dinheiro para tirar) para a Tailândia, Marrocos ou Havaí. Há também aqueles que ficaram tão ocupados em conquistar aquilo que lhes foi prometido que deixaram para “daqui a pouco” os filhos, os hobbies e a felicidade e perceberam, agora, que “desaprenderam a dividir”.
No meio disso, veio essa sedutora mobilidade contemporânea, mostrando a eles o que os pais ainda não podiam os ensinar, que é possível existir estando em qualquer lugar e que não é uma mesa de escritório ou um cartão de visitas que nos faz mais nobre, mas sim aquilo que de melhor podemos oferecer ao mundo. Só que descobrem isso depois de passarem grande parte da juventude preocupados em nos sustentar, serem bem sucedidos, conquistarem prestigio e reconhecimento. Para, enfim, ter a liberdade de chutar o balde e sair por aí…
Pesquisa: Fabiana Gabriel.

29 de abril de 2015

Gestão de pessoas em tempos de crise


Toda crise, não importa a natureza, quase sempre é mais humana que material, mais psicológica que real porque nasce, de alguma forma, do confronto dos valores humanos. Se há algum tipo de crise, em algum lugar, o ser humano falhou.
Então, não há como separar dela o homem e suas contradições. Quando uma crise chega numa organização, antes de fazer estragos nos balanços, afeta, primeiramente, os seus talentos podendo ter desfecho trágico.
Poucos têm a real dimensão de como ela abala a estrutura psicológica e como o medo que traz paralisa a inteligência das pessoas. Estudiosos da mente sempre alertam para os efeitos perversos do pânico, da depressão, da apatia e da corrente da má notícia.
Os consultórios psiquiátricos e psicológicos vivem abarrotados de gente, incluindo trabalhadores e empresários que buscam na terapia e nos psicotrópicos a segurança que o ambiente de negócios e o do trabalho não estão lhes proporcionando.
O empregador não dorme mais pensando na ameaça aos lucros, e o empregado tem pesadelos com o fantasma do desemprego. O empresário teme a falência; e o trabalhador, a ameaça do facão.
Os dois sabem da dependência um do outro para dar resultados, mas num momento em que só se fala em crise, o medo e o suspense falam mais altos. No desespero empresarial, a ordem é cortar custos, e a primeira conta é a folha de pagamento. Entretanto, sem gente motivada não há criatividade, não há encantamento de clientes, não há argumento de vendas, e o negócio pode morrer de inanição. Abrir mão de bons talentos é burrice porque, além dos custos financeiros e emocionais, pode comprometer o futuro quando a crise passar.
Uma boa capacidade de gerir pessoas é o ponto chave neste momento. Começa pelas lideranças. O presidente da empresa em vez de fazer ameaças deve demonstrar que é destemido, mesmo que as escondidas esteja acendendo velas para o santo.
Às lideranças gerenciais compete, prioritariamente, monitorar o clima organizacional agindo para criar positividade, que começa com os dirigentes sendo transparentes e não economizando na comunicação.
É importante conversar com as pessoas mostrando a realidade, dando direcionamento, desafiando a criatividade, pedindo adesão e destacando os pontos fortes que a organização tem para enfrentar a tempestade. Nada de ficar aos berros ou bancando os "nervosinhos". Pessoas amedrontadas, sabidamente, não produzem.
Demissões devem ser o último recurso e não o primeiro. Antes, é preciso verificar que processos e excessos podem ser eliminados. Ao cortar despesas não se deve confundir austeridade com mesquinharia. Na agenda deve estar o desafio de como motivar as pessoas para transformar a empresa numa organização mais ágil, com maior qualidade e imbatível na oferta dos seus produtos.
É momento de ter cuidado no trato com as emoções para não ter uma empresa cheia de gente doente. É importante usar as emoções de forma inteligente aproveitando os efeitos positivos da intuição, da empatia, da compaixão e outros sentimentos.
Mais do que nunca, é tempo de empregados e empregadores darem as mãos e usar a força dos vários tipos de inteligência de que são dotados. Se, depois de todo esse esforço, nada disso valer, podem assentar e chorar. Mas, só por alguns instantes.
Fonte: Cícero Domingos Penha.

22 de abril de 2015


Ao longo destes últimos anos, vários conceitos bombardearam o cenário administrativo. Tecnologias milagrosas de gestão, teorias acadêmicas de última geração, “perfumarias” de toda a espécie transitaram livremente pelas livrarias nos convidando a uma leitura, no mínimo, obrigatória, porém, critica um dos postulados que durante anos foi à tônica de muitas posições gerenciais “bem-sucedidas”, dizia que “time que está ganhando não se mexe”.
A administração moderna questiona essa afirmação, em que pese o fato de que vivemos num mundo de mudanças constantes e inovações cada vez mais aceleradas. Dessa forma, um dos principais desafios do verdadeiro administrador profissional será, justamente, gerenciar as variáveis decorrentes destes novos cenários.
As transformações estão ocorrendo em várias frentes. Alterações significativas são vistas, por exemplo, nos meios social, educacional, político, econômico, empresarial, pessoal etc. Portanto, quando falamos em mudanças, devemos compreender que elas estão acontecendo em vários segmentos, em diversos pontos e de diferentes formas, mas a uma velocidade cada vez mais rápida, seja por conta da crise ou não.
Essas mudanças, principalmente aquelas provenientes do ambiente empresarial, possuem caracteres e resultados irreversíveis. Procedimentos e posturas que deram certo no passado não garantem sucesso no presente, pois o contexto hoje é outro e bem diferente.
Os vários sistemas administrativos já foram muito explorados sob a ótica da eficiência. Embora importante, a eficiência por si só é um conceito pequeno e limitado para os dias atuais. O que encerra essa ideia é um posicionamento muito voltado para a correta alocação de recursos, porém focado para dentro da empresa, da divisão, do departamento, do setor etc...mas não necessariamente sob a ótica do mercado.
Agora, as ações devem ser desenvolvidas em sentido contrário, ou seja, para o cliente. E nesse novo paradigma só se estabelece quem tem competência. Se um negócio vem dando sinais claros de crescimento e sucesso, é necessário avaliar por quanto tempo ainda essa euforia se fará presente.
Hoje, o mundo está “menor” e, ao mesmo tempo, globalizado. Depois da reengenharia, o crescimento contínuo e sustentado das receitas. Por outro lado, suponha também uma equipe de trabalho que venha atuando corretamente e atendendo aos objetivos propostos. A primeira medida seria manter o curso normal das ações (mesmo porque, ‘em time que está ganhando não se mexe...’).
Porém, de um outro prisma, percebe-se que está equipe chegou ou está próxima do seu real limite. Novos resultados não virão se algo não for feito. Pouco valor será agregado ao negócio se essa equipe não crescer e se modificar. Crescimento este não necessariamente provocado por um aumento do quadro, mas, sim, de habilidades, competências, criatividade e sinergia.
A nossa relação profissional também vem passando por uma transição. É cada vez mais importante cuidar de nossa carreira com atenção, planejamento e carinho, como se fosse um “negócio” próprio, ou seja, temos de aprender que o mundo atual nos convida para que sejamos empregáveis, e ser empregável nada mais é do que reunir permanentemente as competências necessárias para atender às contínuas exigências do mercado de trabalho.
Hoje, é posição, praticamente, comum afirmar que o verdadeiro diferencial das empresas está apoiado nas competências e no contínuo desenvolvimento das pessoas. Esta é a nova regra do jogo. Segundo estudos já realizados, na virada do século, não existirão mais as relações formais de trabalho como hoje ainda praticamos e conhecemos. A maioria de nós será prestadores de serviços. A própria Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) tende a desaparecer.
Mudanças ainda maiores estão por acontecer. Acreditar nessa realidade e ter predisposição para aceitá-la, sem dúvida, já é um começo. Sem dúvida já é uma mudança.
Mexa-se...Aprenda a conviver com estes novos tempos; acredite nos seus sonhos, lute para realizá-los e, acima de tudo, seja feliz.
Pesquisa: Roberto de Oliveira Loureiro

25 de fevereiro de 2015

O que muda com a nova lei do seguro desemprego em 2015

Imagem Fonte: http://sobralonline.blogspot.com.br/2015/01/charge-do-dia-novas-regras-para-o.html

A Medida Provisória nº 665, de 30/12/2014 altera a Lei nº 7.998/1990, estabelecendo novas regras para a manutenção e concessão do seguro desemprego, a partir de 1º/03/2015.
Conforme as alterações promovidas na Lei nº 7.998/1990, o trabalhador terá direito a perceber o seguro desemprego no caso de dispensa sem justa causa, inclusive a indireta, desde que comprove, além dos demais requisitos previstos no artigo 3º da referida Lei:
Ter recebido salários de pessoa jurídica ou pessoa física a ela equiparada, relativos:
a) por pelo menos 18 meses nos últimos 24 meses imediatamente anteriores à data da dispensa, quando da primeira solicitação;
b) por pelo menos 12 meses nos últimos 16 meses imediatamente anteriores à data da dispensa, quando da segunda solicitação; e
c) por cada um dos 06 meses imediatamente anteriores à data da dispensa quando das demais solicitações.
 MAS O QUE MUDA?
Pela regra antiga, o trabalhador que perdia o emprego tinha direito a solicitar o seguro-desemprego desde que tivesse registro em carteira de pelo menos 6 (seis) meses trabalhados nos últimos 36 (trinta e seis meses).
Pelas novas regras, que valem a partir de março deste ano, o trabalhador somente poderá pedir o seguro desemprego depois de 18 (dezoito) meses trabalhados na primeira vez que solicitar o seguro. Caso necessite recorrer ao seguro-desemprego uma segunda vez, esse período deverá ser de 12 (doze) meses trabalhados e, se tiver que fazer um terceiro pedido, o prazo voltará aos atuais 6 (seis meses).
Obviamente o governo busca gastar menos, pois se a regra estivesse vigente em 2014, a metade dos pedidos de seguro desemprego não teriam sido outorgados.

NA PRÁTICA, AS NOVAS REGRAS REPRESENTAM O SEGUINTE:
Como a medida valerá a partir de março, quem solicitar o seguro-desemprego ainda em fevereiro, não estará sujeito às novas regras. Mas, ao solicitar de março em diante, independentemente de quando foi contratado, o funcionário terá que se enquadrar na nova lei.
Para quem já solicitou o benefício 2 vezes, nada muda, pois uma nova solicitação exigirá o registro de 6 (seis) meses de registro em carteira nos últimos 36 (trinta e seis meses).
Esta medida afetará mais aos trabalhadores jovens e de áreas com alta rotatividade de funcionários, como as empresas de agricultura, construção civil e alguns setores do comércio, pois os funcionários não costumam permanecer no mesmo emprego pelos períodos impostos pelas novas regras. Isso pode até incentivar o emprego sem registro em carteira de trabalho.
 QUANTIDADE DE PARCELAS DO SEGURO DESEMPREGO
Outra mudança no seguro-desemprego refere-se à quantidade de parcelas a serem pagas. Confira o quadro com as novas regras:
Tempo de registro em carteira
Terá direito a
Primeira solicitação
18 a 23 meses
4 parcelas
24 meses ou mais
5 parcelas
Segunda solicitação
12 a 23 meses
4 parcelas
24 meses ou mais
5 parcelas
Terceira solicitação
6 a 11 meses
3 parcelas
12 a 23 meses
4 parcelas
24 meses ou mais
5 parcelas

17 de fevereiro de 2015

Começou hoje o ano daqueles que estão 50 dias atrasados

A crença de que o Brasil pára no começo do ano deixou de ser uma verdade absoluta para se tornar mais uma desculpa no repertório daqueles que permanentemente postergam para o futuro o que já deveriam ter feito há tempos. Ainda que as pessoas procurem tirar alguns dias de férias no período, as empresas continuam ativas e tocando seus projetos, cientes de que, em tempos globais e de acirrada concorrência, um cochilo pode ocasionar sérios danos ao desempenho e à competitividade.
Quem se acomoda à perspectiva de que a vida no país só retoma seu curso regular após o Carnaval perde um tempo precioso, ainda mais em um cenário de escassez de oportunidades de trabalho e do “poço de lama” que se encontra o cenário político, econômico do Brasil (sem falar na crise hídrica). Para aqueles que estão com passe livre, em processo de transição de carreira, a tentação de esmorecer nos primeiros meses do ano encontra campo fértil nas dificuldades inerentes à prospecção de novas alternativas de trabalho e renda, um percurso repleto de altos e baixos capazes de colocar à prova até os mais persistentes e obstinados profissionais.
Encontrar uma nova ocupação exige esforço concentrado e método. A procura deve ser tratada como projeto especial indelegável, no qual é preciso atuar conscientemente de forma a auxiliar nossa rede de relacionamentos a nos ajudar. Posicionar-se como um provedor de solução, explicitar objetivos e detalhar possíveis contribuições são atitudes que conferem maior assertividade ao processo de busca, tornando viável uma colaboração mais efetiva por parte de amigos e conhecidos.
Os meses de janeiro e fevereiro mostram-se particularmente positivos para nutrir os relacionamentos. Após saírem das festas de final de ano, quando impera um clima mais amistoso, as pessoas estão mais abertas ao contato, dispostas a falar de seus planos para o novo período. Quando isso acontece, automaticamente se pavimenta o caminho para ouvir o outro, inteirando-se de seus projetos. Deixar escapar esse momento, escudando-se na desculpa de que nada acontece antes do Carnaval, representa um boicote contra si mesmo, sem falar em abrir mão de informações relevantes sobre o planejamento das empresas em que nossos conhecidos atuam e as perspectivas de negócios em seu segmento de mercado.
É bom que se lembre: a semeadura do networking é permanente e não se restringe a determinadas épocas do ano, nem aos profissionais em fase de transição. Todos, independentemente de estarem atravessando uma situação profissional mais ou menos favorável, têm de cuidar do capital social para preservar o patrimônio e ampliá-lo. A relação é de reciprocidade e aqueles que assumem uma atitude interesseira, acessando seus contatos apenas quando precisam, esgotam rapidamente sua cota.
O cotidiano atribulado não pode servir de anteparo para justificar a negligência com o networking. Não há como persistir no círculo vicioso de, ao obter trabalho, mergulhar nos afazeres de tal modo a ficar indisponível para dar e receber ajuda, proteção, solidariedade, confiança. Pois é exatamente isso que a rede propicia, um ambiente seguro, onde as trocas devem ocorrer natural e desinteressadamente, ou melhor, a partir de um interesse genuíno para com o outro. Como a reciprocidade é o fio condutor, não é difícil imaginar que, quanto maior a atenção e o zelo dedicados aos contatos, mais robusta se torna a rede, proporcionando um respaldo de grande valia.
Quem tem networking amplia o número de olhos, ouvidos e bocas em favor de seu projeto de carreira, o que é particularmente importante para os que estão em fase de recolocação profissional por terem sido desligados de suas empresas. Como o tempo de permanência nas organizações é cada vez menor, os processos de transição tendem a ser mais frequentes. As transformações no mundo dos negócios são constantes e a história recente mostra que até mesmo grandes corporações podem sofrer processos de fusão capazes de modificar totalmente uma realidade tida como permanente e imutável.
Aproveite o restante do verão. Cuide da saúde, invista no lazer, aproveite os momentos familiares. Não descuide, no entanto, de seu projeto de carreira. O tempo não pára e as armadilhas que armamos para nós mesmos são cruéis e, cedo ou tarde, cobram seu preço.

10 de fevereiro de 2015

“Ó Abre Alas que eu quero passar”

Que o Brasil só começa a funcionar depois do Carnaval todo mundo já sabe! Até lá, muitas pessoas adiam seus projetos, planos, compras e negociações. A sensação para todos é que o ano efetivamente começa depois que conhecemos a escola de samba campeã do Carnaval carioca. Após o ouvir o resultado da Liga das Escolas de Samba, olhamos para o calendário, e nos damos conta: "Já estamos em 2015!".
Esta afirmação esconde outra um pouco mais inconsciente, e um pouco mais dolorosa: "Não fiz tudo o que poderia ter feito desde o início do ano".
O Carnaval, neste caso, é apenas uma alegoria para uma situação pela qual todos já passamos: o adiamento. Sabemos exatamente o que devemos fazer, mas deixamos para mais tarde, para amanhã, para o próximo mês, ou talvez nunca...
Uma das regras mais importantes para o gerenciamento eficaz do tempo está relacionada com o "não adiamento" das tarefas. Nada pode nos aprisionar tanto ao passado quanto o hábito de deixar para depois. Quem faz isso, se torna vítima das próprias escolhas, por não perceber que, de alguma forma, todas as nossas tarefas estão interligadas entre si. Quando adiamos uma ação, estamos influenciando nas metas de tempo de todas as outras que estão sob nossa responsabilidade.
Está nas mãos de cada um de nós realizarmos imediatamente tudo aquilo que nos é delegado, seja por força de hierarquia ou responsabilidade. Mesmo tarefas que dependem da ação de diversos envolvidos, podem ter seu prazo cumprido à risca, quando decidimos agir imediatamente, e assim nos tornamos exemplo para todos envolvidos no processo.
Definir um cronograma, dividir tarefas complexas em partes, monitorar o andamento das atividades comparando-as com o cronograma inicial e não dilatar prazos são ações que trazem resultados imediatos para o gerenciamento eficaz do tempo.
Internamente, também podemos mudar conceitos e posições que nos atrapalham no que diz respeito a este assunto. Normalmente as pessoas arrumam desculpas para adiar as tarefas, seja por medo, sensação de incapacidade, preguiça ou falta de motivação.
Todos esses fatores são aliados das desculpas que encontraremos para explicar o porquê de tanto adiamento.
Compreender tais motivos é essencial para promover uma mudança comportamental a favor da ação imediata. Cumprir prazos, sair a cada dia da empresa com a sensação de "missão cumprida" e não ter uma agenda cheia de tarefas pendentes são sensações que estimulam cada vez mais o não adiamento das tarefas, em um ciclo positivo que se realimenta continuamente. Quando começamos a realizar agora aquilo que "até poderíamos deixar para depois", nos sentimos mais fortes para agir no presente novamente. E assim, o trabalho se torna mais prazeroso e dinâmico.
E tal qual a harmonia de movimentos de uma escola de samba, podemos idealizar o momento em que todos agiremos com foco no presente. Desta forma, talvez um dia possamos ver o Brasil funcionar logo nos primeiros dias do ano.
Isso só depende da ação de cada um de nós. Enquanto muitos esperam o Carnaval passar, parados e apáticos, podemos nos movimentar e gritar em alto e bom tom:
Ó ABRE ALAS, QUE EU QUERO PASSAR !
...Enquanto isso no Brasil...