" A transformação de vidas através da Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Humano."

25 de fevereiro de 2015

O que muda com a nova lei do seguro desemprego em 2015

Imagem Fonte: http://sobralonline.blogspot.com.br/2015/01/charge-do-dia-novas-regras-para-o.html

A Medida Provisória nº 665, de 30/12/2014 altera a Lei nº 7.998/1990, estabelecendo novas regras para a manutenção e concessão do seguro desemprego, a partir de 1º/03/2015.
Conforme as alterações promovidas na Lei nº 7.998/1990, o trabalhador terá direito a perceber o seguro desemprego no caso de dispensa sem justa causa, inclusive a indireta, desde que comprove, além dos demais requisitos previstos no artigo 3º da referida Lei:
Ter recebido salários de pessoa jurídica ou pessoa física a ela equiparada, relativos:
a) por pelo menos 18 meses nos últimos 24 meses imediatamente anteriores à data da dispensa, quando da primeira solicitação;
b) por pelo menos 12 meses nos últimos 16 meses imediatamente anteriores à data da dispensa, quando da segunda solicitação; e
c) por cada um dos 06 meses imediatamente anteriores à data da dispensa quando das demais solicitações.
 MAS O QUE MUDA?
Pela regra antiga, o trabalhador que perdia o emprego tinha direito a solicitar o seguro-desemprego desde que tivesse registro em carteira de pelo menos 6 (seis) meses trabalhados nos últimos 36 (trinta e seis meses).
Pelas novas regras, que valem a partir de março deste ano, o trabalhador somente poderá pedir o seguro desemprego depois de 18 (dezoito) meses trabalhados na primeira vez que solicitar o seguro. Caso necessite recorrer ao seguro-desemprego uma segunda vez, esse período deverá ser de 12 (doze) meses trabalhados e, se tiver que fazer um terceiro pedido, o prazo voltará aos atuais 6 (seis meses).
Obviamente o governo busca gastar menos, pois se a regra estivesse vigente em 2014, a metade dos pedidos de seguro desemprego não teriam sido outorgados.

NA PRÁTICA, AS NOVAS REGRAS REPRESENTAM O SEGUINTE:
Como a medida valerá a partir de março, quem solicitar o seguro-desemprego ainda em fevereiro, não estará sujeito às novas regras. Mas, ao solicitar de março em diante, independentemente de quando foi contratado, o funcionário terá que se enquadrar na nova lei.
Para quem já solicitou o benefício 2 vezes, nada muda, pois uma nova solicitação exigirá o registro de 6 (seis) meses de registro em carteira nos últimos 36 (trinta e seis meses).
Esta medida afetará mais aos trabalhadores jovens e de áreas com alta rotatividade de funcionários, como as empresas de agricultura, construção civil e alguns setores do comércio, pois os funcionários não costumam permanecer no mesmo emprego pelos períodos impostos pelas novas regras. Isso pode até incentivar o emprego sem registro em carteira de trabalho.
 QUANTIDADE DE PARCELAS DO SEGURO DESEMPREGO
Outra mudança no seguro-desemprego refere-se à quantidade de parcelas a serem pagas. Confira o quadro com as novas regras:
Tempo de registro em carteira
Terá direito a
Primeira solicitação
18 a 23 meses
4 parcelas
24 meses ou mais
5 parcelas
Segunda solicitação
12 a 23 meses
4 parcelas
24 meses ou mais
5 parcelas
Terceira solicitação
6 a 11 meses
3 parcelas
12 a 23 meses
4 parcelas
24 meses ou mais
5 parcelas

17 de fevereiro de 2015

Começou hoje o ano daqueles que estão 50 dias atrasados

A crença de que o Brasil pára no começo do ano deixou de ser uma verdade absoluta para se tornar mais uma desculpa no repertório daqueles que permanentemente postergam para o futuro o que já deveriam ter feito há tempos. Ainda que as pessoas procurem tirar alguns dias de férias no período, as empresas continuam ativas e tocando seus projetos, cientes de que, em tempos globais e de acirrada concorrência, um cochilo pode ocasionar sérios danos ao desempenho e à competitividade.
Quem se acomoda à perspectiva de que a vida no país só retoma seu curso regular após o Carnaval perde um tempo precioso, ainda mais em um cenário de escassez de oportunidades de trabalho e do “poço de lama” que se encontra o cenário político, econômico do Brasil (sem falar na crise hídrica). Para aqueles que estão com passe livre, em processo de transição de carreira, a tentação de esmorecer nos primeiros meses do ano encontra campo fértil nas dificuldades inerentes à prospecção de novas alternativas de trabalho e renda, um percurso repleto de altos e baixos capazes de colocar à prova até os mais persistentes e obstinados profissionais.
Encontrar uma nova ocupação exige esforço concentrado e método. A procura deve ser tratada como projeto especial indelegável, no qual é preciso atuar conscientemente de forma a auxiliar nossa rede de relacionamentos a nos ajudar. Posicionar-se como um provedor de solução, explicitar objetivos e detalhar possíveis contribuições são atitudes que conferem maior assertividade ao processo de busca, tornando viável uma colaboração mais efetiva por parte de amigos e conhecidos.
Os meses de janeiro e fevereiro mostram-se particularmente positivos para nutrir os relacionamentos. Após saírem das festas de final de ano, quando impera um clima mais amistoso, as pessoas estão mais abertas ao contato, dispostas a falar de seus planos para o novo período. Quando isso acontece, automaticamente se pavimenta o caminho para ouvir o outro, inteirando-se de seus projetos. Deixar escapar esse momento, escudando-se na desculpa de que nada acontece antes do Carnaval, representa um boicote contra si mesmo, sem falar em abrir mão de informações relevantes sobre o planejamento das empresas em que nossos conhecidos atuam e as perspectivas de negócios em seu segmento de mercado.
É bom que se lembre: a semeadura do networking é permanente e não se restringe a determinadas épocas do ano, nem aos profissionais em fase de transição. Todos, independentemente de estarem atravessando uma situação profissional mais ou menos favorável, têm de cuidar do capital social para preservar o patrimônio e ampliá-lo. A relação é de reciprocidade e aqueles que assumem uma atitude interesseira, acessando seus contatos apenas quando precisam, esgotam rapidamente sua cota.
O cotidiano atribulado não pode servir de anteparo para justificar a negligência com o networking. Não há como persistir no círculo vicioso de, ao obter trabalho, mergulhar nos afazeres de tal modo a ficar indisponível para dar e receber ajuda, proteção, solidariedade, confiança. Pois é exatamente isso que a rede propicia, um ambiente seguro, onde as trocas devem ocorrer natural e desinteressadamente, ou melhor, a partir de um interesse genuíno para com o outro. Como a reciprocidade é o fio condutor, não é difícil imaginar que, quanto maior a atenção e o zelo dedicados aos contatos, mais robusta se torna a rede, proporcionando um respaldo de grande valia.
Quem tem networking amplia o número de olhos, ouvidos e bocas em favor de seu projeto de carreira, o que é particularmente importante para os que estão em fase de recolocação profissional por terem sido desligados de suas empresas. Como o tempo de permanência nas organizações é cada vez menor, os processos de transição tendem a ser mais frequentes. As transformações no mundo dos negócios são constantes e a história recente mostra que até mesmo grandes corporações podem sofrer processos de fusão capazes de modificar totalmente uma realidade tida como permanente e imutável.
Aproveite o restante do verão. Cuide da saúde, invista no lazer, aproveite os momentos familiares. Não descuide, no entanto, de seu projeto de carreira. O tempo não pára e as armadilhas que armamos para nós mesmos são cruéis e, cedo ou tarde, cobram seu preço.

10 de fevereiro de 2015

“Ó Abre Alas que eu quero passar”

Que o Brasil só começa a funcionar depois do Carnaval todo mundo já sabe! Até lá, muitas pessoas adiam seus projetos, planos, compras e negociações. A sensação para todos é que o ano efetivamente começa depois que conhecemos a escola de samba campeã do Carnaval carioca. Após o ouvir o resultado da Liga das Escolas de Samba, olhamos para o calendário, e nos damos conta: "Já estamos em 2015!".
Esta afirmação esconde outra um pouco mais inconsciente, e um pouco mais dolorosa: "Não fiz tudo o que poderia ter feito desde o início do ano".
O Carnaval, neste caso, é apenas uma alegoria para uma situação pela qual todos já passamos: o adiamento. Sabemos exatamente o que devemos fazer, mas deixamos para mais tarde, para amanhã, para o próximo mês, ou talvez nunca...
Uma das regras mais importantes para o gerenciamento eficaz do tempo está relacionada com o "não adiamento" das tarefas. Nada pode nos aprisionar tanto ao passado quanto o hábito de deixar para depois. Quem faz isso, se torna vítima das próprias escolhas, por não perceber que, de alguma forma, todas as nossas tarefas estão interligadas entre si. Quando adiamos uma ação, estamos influenciando nas metas de tempo de todas as outras que estão sob nossa responsabilidade.
Está nas mãos de cada um de nós realizarmos imediatamente tudo aquilo que nos é delegado, seja por força de hierarquia ou responsabilidade. Mesmo tarefas que dependem da ação de diversos envolvidos, podem ter seu prazo cumprido à risca, quando decidimos agir imediatamente, e assim nos tornamos exemplo para todos envolvidos no processo.
Definir um cronograma, dividir tarefas complexas em partes, monitorar o andamento das atividades comparando-as com o cronograma inicial e não dilatar prazos são ações que trazem resultados imediatos para o gerenciamento eficaz do tempo.
Internamente, também podemos mudar conceitos e posições que nos atrapalham no que diz respeito a este assunto. Normalmente as pessoas arrumam desculpas para adiar as tarefas, seja por medo, sensação de incapacidade, preguiça ou falta de motivação.
Todos esses fatores são aliados das desculpas que encontraremos para explicar o porquê de tanto adiamento.
Compreender tais motivos é essencial para promover uma mudança comportamental a favor da ação imediata. Cumprir prazos, sair a cada dia da empresa com a sensação de "missão cumprida" e não ter uma agenda cheia de tarefas pendentes são sensações que estimulam cada vez mais o não adiamento das tarefas, em um ciclo positivo que se realimenta continuamente. Quando começamos a realizar agora aquilo que "até poderíamos deixar para depois", nos sentimos mais fortes para agir no presente novamente. E assim, o trabalho se torna mais prazeroso e dinâmico.
E tal qual a harmonia de movimentos de uma escola de samba, podemos idealizar o momento em que todos agiremos com foco no presente. Desta forma, talvez um dia possamos ver o Brasil funcionar logo nos primeiros dias do ano.
Isso só depende da ação de cada um de nós. Enquanto muitos esperam o Carnaval passar, parados e apáticos, podemos nos movimentar e gritar em alto e bom tom:
Ó ABRE ALAS, QUE EU QUERO PASSAR !
...Enquanto isso no Brasil...


3 de fevereiro de 2015

Felizes daqueles que se alienam?


Nos primeiros meses de todos os anos, vem aquela espera ansiosa pelo carnaval. Chega então a hora de brincar, dançar, namorar e esquecer os problemas. Seria tudo muito bom se, nesta última "função", as pessoas não esquecessem, além dos problemas pessoais, o fato de que vivem numa realidade social e política bastante hostil. É esse ponto que dá à folia um ponto negativo, em contraposição ao seu brilhante aspecto de manifestação cultural.
O carnaval é muito positivo enquanto visto como parte da cultura brasileira, mas passa a ser algo prejudicial a todos e à própria pessoa quando é usufruído como uma ilusão onde a realidade pode ser ignorada e a alienação, tratada como se fosse uma liberdade válida. Aliás, tem sido essa uma das grandes "utilidades" do feriadão festivo. Os limites morais entre a descontração e a alheação das problemáticas global, nacional, estadual, municipal e local não são respeitados.
É o que se percebe pela mídia, que encoraja essa alienação, e pela sociedade em si, que não aproveita o momento alegre para expor nem ao menos seus desejos mais vagos por uma nação melhor. A primeira também quase esquece que o Brasil ainda não terminou sua evolução e exalta as diversas futilidades que marcam tal manifestação cultural: enquanto "gostosas" famosas desfilando nas escolas de samba, celebridades nos camarotes e a cobertura quase constante das festas são de praxe na TV, tantos outros assuntos têm sua importância muito reduzida perante os telejornais. Implicitamente a própria televisão ordena que a pessoa esqueça tudo ao seu redor, entre na “onda” e seja "feliz" na folia.
O povo obedece e realmente desliga-se de tudo, desde da crise hídrica, da “operação lava jato”, do alto índice de desemprego até da alta da violência. Dois detalhes ilustram a alienação carnavalesca: primeiro, quando perguntamos algo do tipo "você sabe qual foi a última da Presidente?", somos respondidos com uma frequência notável com, por exemplo "Ah, deixa pra contar depois do carnaval que agora só quero pular"; segundo, a ausência quase total de pessoas que, em grupo, aproveitam o momento para fazer algum protesto irreverente uma lamentável falha quando lembramos que nosso povo é tão criativo mas não se dispõe em canalizar seus desejos e indignações na festança.
Eventos de lazer que assegurem à pessoa o direito à diversão e ao desligamento temporário de fardos pessoais devem ser encorajados, mais ainda quando se tratam de manifestações culturais apoteóticas que fazem brilhar a identidade cultural do povo. Esse incentivo, contudo, não deveria ser aplicado para transformá-los em "mundos de ilusão" onde as pessoas fingem estar livres de uma realidade carregada de complexos problemas. Quem gosta de carnaval tem todo o direito de brincar, desde que não se esbalde em vícios e não exacerbe violência, mas precisa entender que não é ético utilizar a folia como pretexto para apagar de sua "agenda mental" a obrigação de lutar por uma sociedade mais justa.
Porém, termino este artigo com uma frase que me foi dita por uma amiga durante este semana: “Felizes daqueles que se alienam”.

28 de janeiro de 2015

Impressões para Mercado de Trabalho


Você já pensou em como montar seu currículo e a importância que ele representa para a sua entrada no Mercado de Trabalho?
O currículo bem elaborado deve ser claro, objetivo e focado na área em que você está buscando. Esta é uma grande oportunidade para se apresentar para as Empresas e Selecionadores. Manter a objetividade e falar a verdade à respeito de suas experiências e carreira profissional são pontos positivos na busca profissional.
Vejamos alguns pontos importantes à serem tratados no seu currículo:
  • Máximo de 2 páginas com todas as informações necessárias para o cargo.
  • Foto somente se for pertinente à vaga, a mesma deve ser de boa qualidade e formato profissional.
  • Portador de deficiência física deve sempre colocar essa informação, pois existem muitas vagas disponíveis.
  • Para o 1° emprego é importante ressaltar experiências obtidas na faculdade, estágios, cursos, trabalhos voluntários, habilidades e aptidões.
  • Não há necessidade de falar deu suas qualidades pessoais, dizer que é dinâmico tem bom relacionamento interpessoal... Essas características serão avaliadas durante o processo seletivo.

Montando um Currículo:
1-         Dados Pessoais- Nome completo, idade, estado civil e contatos. Em relação a contatos, peço atenção aos números de telefones corretos e com DDD. Quando for número para recados, deixar a pessoa encarregada de atender o telefone avisada e preparada para passar uma informação pertinente. (EX: Dizer que o número é para recados, pedir o nome da pessoa, número de contato da pessoa que está ligando e anotar corretamente o recado).
Se você puder evitar número para recados, melhor, assim evita mal entendido e não corre o risco de não receber o recado e perder a oportunidade da entrevista.
E-mail- Colocar um e-mail com endereço correto e atualizado, atenção aos e-mails pessoais que além de não ser pertinentes para um selecionador, não passam credibilidade. ( Ex: bruninhasimpaticadeguarus@....) (carlosmarombado51@....)
2-         Objetivo- Colocar o cargo e área que pretende se candidatar. Prestar atenção nesta informação, pois o objetivo deve estar condizente com a vaga que está concorrendo.
3-         Habilidades e Competências- Coloque o que é importante para o cargo, as experiências, habilidades e cursos pertinentes para que o selecionador bata os olhos e se interesse por VOCÊ.
4-         Formação Acadêmica ou Educação- Coloque o nome da Instituição de Ensino, curso e data de início e término.
5-         Idiomas- Ponto Importante, coloque o nível real de cada idioma, lembre-se que se for necessário para o cargo, VOCÊ será testado e se não tiver o nível que colocou irá ser dispensado, além de passar má impressão.
6-         Informática- Colocar o nível real de seu conhecimento técnico. Pacote Office Completo, indica que você conhece muito bem todas as ferramentas, caso não domine alguma ferramenta indica que você mentiu e que poderá mentir em outras informações.
7-         Experiência Profissional- Colocar os nomes das Empresas, cargo e período em que trabalhou. Caso for colocar as responsabilidades, seja objetivo e sucinto.
O Currículo é sua porta de entrada para o mercado de trabalho, o selecionador não conhece você, e, portanto não sabe quais são suas habilidades e competências profissionais.
Todas as informações poderão ser apresentadas em uma entrevista, para isso é necessário cuidar muito bem de sua imagem através de seu currículo.
Lembre-se, quem está na busca de uma vaga é você, o selecionador irá chamar para a entrevista quem melhor conseguir chamar sua atenção através do currículo pertinente com o que ele está buscando.
Nota Importante: Após todas as informações colocadas no seu currículo, faça uma rigorosa correção ortográfica, pois currículos com erros de português serão facilmente descartados. Tenha atenção aos detalhes quanto à estrutura de seu currículo, ele deve ser de fácil visualização, deve ser limpo e muito bem organizado.
A apresentação bem feita através do currículo é só o começo, você pode ter também bons perfis com a mesma sistemática e credibilidade em redes sociais, afinal o selecionador que se interessar por, irá buscar informações à seu respeito em todos os lugares disponíveis.

20 de janeiro de 2015

Você tem Síndrome de Gabriela?


"Eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim... Gabriela... sempre Gabriela". Tem muita gente com síndrome de Gabriela que repete o discurso: eu nasci assim, e sou mesmo assim e não mudo, não mudo e não mudo!  E então, conhecem alguém assim? Com certeza sim, porque fomos sempre ensinados a procurar por segurança, por situações em que nos sintamos confortáveis e acomodados. E enquanto algumas pessoas estão constantemente abertas a novidades, outras tendem a escolher aquilo que lhes é conhecido e familiar, recusando-se a alterar seu estilo de vida.
Mas por que será que isso acontece? Por que tudo o que é novo, não habitual, diferente daquilo com o que estamos acostumados, nos causa tanto medo? O medo do não controlável, do que surpreende, que chega sem ser convidado ou aparece de onde não se espera, o medo do novo e do desconhecido. Na verdade, parece que o que pode dar errado é visto com muito mais ênfase do que perceber o que pode dar certo. Não é isso? O novo incomoda em todas as esferas do conhecimento. Mas isto não deveria ser necessariamente ruim e sim uma oportunidade de testarmos nossa capacidade
Em primeiro lugar, não é minha intenção desmerecer o medo, pois ele é muito útil. A sensação de medo diante de algo novo e desconhecido é normal, afinal de contas as mudanças são inerentes à vida. É uma forma de defesa para que possamos nos regular em relação à realidade. Dessa forma, fica claro que não estou me referindo ao medo em si, mas ao excesso dele, pois observo muitas pessoas ficarem esperando as coisas acontecerem para depois acreditarem serem possíveis. Somente vivem suas vidas como aquela música: "deixa a vida me levar, vida leva eu..." E dessa forma “justificam” sua inércia e comodismo por faltar-lhes garra e coragem para enfrentar os desafios da vida.
Não é preciso ser nenhum estudioso no assunto para saber que algumas pessoas preferem permanecer na “zona de conforto” cerebral. Ou seja, fazendo quase tudo da mesma forma e esperando um resultado diferente. Ora, o mundo é mais confortável, a vida é mais segura se soubermos o que nos espera, como agir e que reação ter em diferentes circunstâncias. O medo vem de dentro pra fora, vem dos arquivos internos que acabam por acionar o padrão do medo a qualquer pequeno sinal de algo que possa retirar o pleno controle de nossas mãos.
O novo gera insegurança, estimula tentativas, experimentos e convida a novas reflexões. Para ir em frente tem que está disposto a errar. Erros e falhas não devem ser encarados como derrotas, mas como bússolas. Além disso, é muito pior arrepender-se por algo que não fez do que por algo que nem tentou.
Existem dois tipos de medo: Um que serve para nos manter alerta e o outro que possui efeito paralisante e não nos deixa agir. No segundo caso, seguimos aprisionados ao medo de errar, de perder, de ousar, de fazer diferente e perdendo, quem sabe, grandes oportunidades de avançar e superar obstáculos que antes poderiam até parecer intransponíveis. Isto exige uma mudança em nosso padrão usual de reação, que deve passar do medo e da negatividade, para o otimismo e a confiança.
E quando falo em superação não estou me referindo apenas às vantagens no aspecto emocional, pois não é nenhuma novidade que atualmente as empresas não preservam mais limitações, e sim buscam profissionais abertos às mudanças, receptivos a desafios e dispostos a serem diferentes da maioria. Hoje em dia e no futuro sobreviverão aqueles que forem mais ágeis, mais rápidos, mais dinâmicos e assertivos.
Sem o elemento da novidade não haveria caminhada, nem arte, nem projeto, nem construção, sem o elemento do desconhecido não haveria construção de conhecimento, nem progresso, nem crescimento. A grande certeza da vida sabe qual é? É que sempre há mudança.
E você? Tem medo do novo? Medo de mudar? Com certeza todos nós sofremos um pouco dessa "síndrome", mas não devemos deixar que ela nos "turve a visão e paralise nossas pernas" nos impedindo de vislumbrar novos horizontes, correr atrás dos nossos objetivos e de experimentar coisas novas.

14 de janeiro de 2015

2015 será um bom ano para profissionais?



Segundo diversos especialistas econômicos 2015 não será um ano de crescimento, mas será que o mercado de trabalho acompanhará a pequena taxa de crescimento prevista para o país?
A crise econômica mundial tem poupado o mercado de trabalho brasileiro e mesmo com pouco crescimento as pessoas ainda buscam oportunidades tanto para primeiro emprego, quanto para recolocação profissional. As organizações também buscam profissionais durante todas as épocas do ano, o que colabora com a movimentação de vários setores.
Segundo estimativas, dificilmente crises econômicas atingem o mercado de trabalho, afinal as pessoas sempre estão querendo se desenvolver e as empresas também sentem a necessidade de trocar seus profissionais por outros, e assim o mercado nunca para de gerar novas oportunidades.
O mundo dos negócios evolui com muita rapidez e embora muitas posições comecem a ser automatizadas o capital humano ainda é fundamental para organizações de todos os segmentos e porte. O avanço tecnológico é necessário, mas a humanização dos postos de trabalho ainda possui importância imensurável.
Uma das características da gestão de pessoas no âmbito das organizações é a sua permanente sujeição a fatores ambientais, sejam eles econômicos, sociais, demográficos ou empresariais. Dessa forma, na medida em que ocorrem mudanças no contexto, são necessárias adaptações da gestão de pessoas, na forma de novas políticas e práticas. Essas políticas e práticas, que surgem para assegurar a superação dos desafios futuros, representam as tendências para a gestão de pessoas, ou seja, a maneira pela qual os profissionais e organizações pretendem reagir e transformar esses desafios em oportunidades. Ao longo do tempo, isso leva às organizações a modificarem sua forma de gerir recursos humanos, constituindo modelos de gestão vinculados às suas condições contextuais.
Então posso ficar tranquilo?
Não é bem assim, tranquilidade é algo que não combina muito com mercado, um mercado que se movimenta cada vez mais rápido e seleciona sempre mais. Embora as contratações não devam perder seu ritmo é preciso ficar atento. O mercado de trabalho exige cada vez mais dos profissionais e por isso uma boa dica para o ano de 2015 seja inovar.
Faça um curso que o requalifique, busque conhecimentos de outras áreas, faça contatos com pessoas que podem ser importantes para sua carreira, saia do comodismo e tente fazer as coisas de outra maneira, afinal resultados nunca mudam quando a maneira que se faz é a mesma.

22 de dezembro de 2014

Só não vale dizer que não dá mais tempo para mudar os planos.

Provavelmente, hoje, a maioria das empresas já festejou o Natal com seus colaboradores. Sou capaz de apostar que, com poucas exceções, as ações não ofereceram nada de muito original, quer ver?

·       Distribuição de Cestas de Natal para os funcionários;
·       Distribuição de brinquedos para os filhos dos funcionários, conforme as faixas de idade;
·       Concurso entre as áreas, com prêmios para a mais bonita ou criativa Árvore ou Enfeite de Natal;
·       Churrascada ou jantar de confraternização, com troca de presentes do "Amigo Secreto" - depois de resolvida o eterno dilema: com ou sem a presença dos cônjuges?

Acertei? Pois é, como eu disse: nada de muito original. Não que as Cestas de Natal não sejam bem-vindas, assim como os brinquedos. Também não estou dizendo que os concursos internos não sejam motivadores.
O que hoje gostaria é de lembrar às empresas e particularmente aos responsáveis pelas políticas e práticas de Gestão de Pessoas que o mundo organizacional e as relações capital/trabalho estão mudando e que, portanto, está na hora de mudarmos também algumas formas e fórmulas antiquadas de buscar a boa qualidade do clima interno nas empresas.
Do modo como essas comemorações são tradicionalmente feitas, lembram muito aqueles abraços e beijos automáticos e ritualísticos que são trocados em reuniões e encontros formais: são dados de acordo com o figurino, mas sem um pingo de emoção verdadeira, de afetividade, de calor humano autêntico. É um mero atendimento da etiqueta. Tenho a sensação de que são assim essas comemorações de fim de ano na maioria das empresas. Com algumas honrosas exceções, essa festividade é vista e realizada apenas como mais um item a ser cumprido dentre vários outros da política social da Gestão de Pessoas.
Muito bem - e qual é a proposta?
A proposta é inovar, criar, surpreender e encantar o colaborador com atitudes, ações e programas que possibilitem a manifestação de emoções e sentimentos verdadeiros. Que tenha a cara de um caloroso encontro de pessoas. De gente festejando gente, sem discursos ensaiados de chefes no intervalo da música da churrascada ou após a sobremesa do jantar.
Fico imaginando coisas nada revolucionárias, mas certamente incomuns, como, por exemplo, o presidente de empresa - que muitos colaboradores nem conhecem, nunca apertaram a mão ou com quem nunca trocaram uma palavrinha - fico imaginando esse homem “poderoso” passeando informal e descontraidamente pelos corredores dos escritórios, parando um pouco nas portarias, no almoxarifado, na enfermaria, nas filiais de vendas e cumprimentando todo aquele pessoal que defende sua empresa e que, quando pode, faz a alegria dos acionistas.
Bem....Mas voltemos ao tema inicial deste artigo, com uma pergunta para a reflexão do leitor: será uma polpuda Cesta de Natal, um atraente brinquedo para o filho, uma farta churrascada ou um lauto jantar na última semana do ano que vão fazer desaparecer ou ao menos cicatrizar as feridas abertas durante as 47 semanas anteriores?
Solidariedade, generosidade e alegria não deveriam ser marcas registradas apenas do Natal. Para os corações de boa vontade, que sabem o valor dos gestos de afeto, amizade, consideração e reconhecimento, o Natal é todo dia - como todo dia é o Dia da Secretária, Dia dos Pais, da Criança, dos Namorados e todos os demais para os quais você não precisa comprar diariamente nenhum presente: basta um sorriso amigo, uma palavra de apoio, um gesto de solidariedade - se puder, temperados com carinho e bom humor.
Não me perguntem o que as empresas poderiam fazer para comemorar, de forma criativa, o próximo natal. Mais do que os neurônios, o coração dos profissionais de Gestão de Pessoas pode responder - ou, quem sabe, do próprio presidente da organização.
Só não vale dizer que não dá mais tempo para mudar os planos.


Um Feliz Hoje para todos!