" A transformação de vidas através da Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Humano."

19 de junho de 2014

Abertura da Copa 2014: Na verdade o 1º gol contra.

Quando assisti a abertura da Copa no último dia 12/06, fiquei na grande expectativa de que algo fantástico ainda estava por surgir na TV. Quando menos esperava, a cerimônia havia acabado. Imediatamente tive uma sensação de vergonha, indignação e revolta. Revolta por ter talentos internos espetaculares que não foram aproveitados.
É claro e evidente que interesses políticos e internacionais estão em jogo. Mas isso só fez minha revolta aumentar. Não estou aqui questionado fatores políticos/econômicos que favoreceram a contratação da belga Daphné Cornez como responsável, mesmo porque esse não é o objetivo dos meus artigos. Realmente não me interessa quem é ou foi responsável pela tremenda mancada.
No entanto, como gestor de pessoas e fazendo uma breve analogia com a gestão de talentos, me senti naquele momento como um colaborador talentoso  não reconhecido, onde quem ficou com a vaga, foi o sobrinho do dono. Automaticamente, me senti desmotivado e “enfurecido”. E é justamente essa sensação que ocorre dentro das organizações onde esse tipo de “injustiça” ocorre e muitas vezes para todo mundo ver.
Desperdiçar talentos internos como os dos
carnavalescos, e coreógrafos (responsáveis pelos grandes espetáculos no Rio, São Paulo e Parintins) na abertura da Copa 2014, foi o primeiro gol contra do Brasil antes do oficial feito por Marcelo. Há quem pergunte se queríamos uma escola de Samba no Estádio. Não! Queríamos um espetáculo digno dos talentos aqui presentes.
Para entendermos melhor Gestão de Talentos é um conjunto complexo de processos integrados que fornecem um benefício "óbvio" e fundamental para qualquer organização: o desenvolvimento das potencialidades de seus colaboradores.
Organizações e líderes (políticos ou não) sabem que o nível de desempenho dos negócios é impulsionado pelo talento, e a satisfação está embutida na concretização de qualquer negócio. Bom...Talvez não sejamos a parte interessada e sim utilizada.
A Gestão de Talentos justifica-se porque o fator essencial de qualquer organização é o talento. A qualidade de seus colaboradores é o seu verdadeiro diferencial competitivo. Onde as pessoas são a diferença e a Gestão de Talentos é a estratégia. Se partirmos deste princípio, já perdemos a Copa desde sua cerimônia de abertura.
A Era do Conhecimento mudou a base do valor econômico de ativos de informação através de comunicação integrada e Tecnologia da Informação. Agora, a batalha competitiva é a busca pelas melhores pessoas, porque elas são os criadores do verdadeiro valor. Enfim, se formos seguindo com as analogias, veremos que tudo começou errado.
Ao contrário do possam estar pensando, o grande objetivo deste artigo não é abrir os olhos da sociedade em relação à abertura da Copa e o que há ou não por trás dela, muito embora, como estudante de sociologia, não nego, a vontade é muita, pois desta vez nem “circo nos deram”. Mas na verdade, o grande objetivo deste artigo foi mostrar a importância da gestão de talentos dentro das organizações, da valorização desses talentos, muitas vezes internos e das consequências negativas que podem ocasionar uma gestão mal feita.
A minha, ou talvez a nossa revolta seja a mesma que o não reconhecimento, o não aproveitamento, o não investimento intelectual causa em inúmeros colaboradores. E a gestão de pessoas, tem papel fundamental em não deixar, ou pelo menos “abrir os olhos” dos empresários, diretores e executivos organizacionais para que esse tipo de “mancada” não ocorra da mesma forma.

12 de junho de 2014

Artigo de hoje do Jornal O Diário - Campos dos Goytacazes.

O grande dia chegou!
Bastidores da Copa do Mundo. Quem irá trabalhar? Os colaboradores têm direito de ver o jogo do Brasil na Copa?


No Brasil, afirmar que somos apaixonados pela Copa do Mundo é quase um eufemismo, afinal somos a casa do futebol. Em ano de Copa do Mundo, as escolas interrompem as atividades e os empregados ganham a tarde livre a cada jogo da seleção do Brasil. E, como vocês bem sabem, esse ano é um pouquinho especial. Nesse ano, somos os anfitriões do evento. Nas cidades que sediarão os ‘grandes’ jogos como o da abertura e do encerramento, nada e ninguém irá trabalhar. É claro que algumas indústrias, como de alimentos e bebidas, estarão 100% focadas comercialmente no evento, no entanto, para a grande maioria, os níveis de fixação da Copa do Mundo superarão qualquer expectativa – escolas fechadas o dia inteiro, bancos funcionando apenas até o meio dia e muitas empresas concedendo dias inteiros de folga.
Sim, a febre da Copa do Mundo chegou.
Você sabia que:
A Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 movimentou todo o país, e a geração de empregos foi uma das mais contempladas. Só de voluntários a entidade recrutou aproximadamente 14 mil pessoas, que vão exercer as mais variadas funções, além de profissionais para preencher vagas temporárias nas áreas de segurança, alimentação, transportes, logística, eventos e hospitalidade. Empregos diretos e indiretos nos setores alimentício, de turismo, construção civil e de serviços também aqueceram a demanda de novos postos de trabalho e os amantes de futebol, além de contribuir com a realização do mundial, puderam encontrar diversas oportunidades de trabalho e serem remunerados por isso.
Todo esse processo demandou uma força tarefa para recrutar, treinar e administrar as vagas em todas as regiões do país. Uma empresa especializada em gestão e contratação de pessoas selecionou aproximadamente 2500 profissionais para atuarem no mundial.
A empresa recrutou homens e mulheres maiores de 18 anos para as vagas operacionais como estoquistas, técnicos de TI, vendedores, operadores de caixa, promotores de venda e líderes como supervisores e coordenadores. Em cargos de liderança, a empresa exigiu o inglês como principal requisito e o espanhol – que será considerado um diferencial.  As exigências são simples, boa vontade e sorriso no rosto e atender muito bem a todos os torcedores e turistas.
Já a Fifa possui o Comitê Organizador Local (COL), que tem uma área de recursos humanos responsável pelo planejamento e execução das ações de RH, porém o órgão contou também com uma parceria de uma consultoria de recrutamento e seleção para a administração de vagas temporárias. Segundo informações fornecidas pela assessoria de imprensa da Fifa, a gestão de pessoas é compartilhada, com ações corporativas e ações personalizadas conforme a estratégia das áreas funcionais como, por exemplo, o Programa de Treinamento. Segundo a área de gestão de pessoas, conseguiram criar um ambiente de trabalho coeso e uma relação de grande respeito e colaboração com as sedes, o Governo Federal e a Fifa. Dentro do COL, conseguiram formar uma equipe de profissionais qualificados e, principalmente, comprometidos e entusiasmados em participar da organização da Copa do Mundo. É uma relação de cooperação entre seus integrantes para a realização de uma competição bem sucedida no Brasil.
Para aqueles que veem o Mundial como uma oportunidade de ficar mais perto dos jogos e contribuir para o bom andamento do evento, a alternativa foi se voluntariar para as mais de 14 mil vagas disponibilizadas nas cidades sedes. O site oficial da Fifa abriu inscrições em setembro de 2013 para ás áreas de credenciamento, serviços administrativos, operações em aeroportos, serviços de alimentação, operações de estádios, serviços médicos, entre outros.
Os colaboradores têm direito de ver o jogo do Brasil na Copa?
Não, as empresas não são obrigadas a liberar seus empregados no horário do jogo do Brasil.
Agora, caso tenha sido decretado feriado na cidade em razão da Copa do Mundo e o funcionário for convocado para trabalhar, ele terá direito a receber um adicional de 100% sobre o valor da hora comum trabalhada. Ou seja, como dois dias de trabalho.
Além disso, terá direito a um dia de folga compensatória. Caso seja feita alguma hora extra, além da jornada normal de 8 horas, estas também deverão ser pagas com adicional de 100%.
O Rio de Janeiro foi o primeiro a decidir adotar o feriado nos dias de jogos no estádio do Maracanã. Em São Paulo, também foi sancionada lei que declara o dia de hoje (12 de junho), quando será realizada a abertura da Copa do Mundo, feriado municipal em São Paulo. Nos dias 19/6 e 9/7, datas de jogos na cidade, já não haveria expediente, em razão dos feriados de Corpus Christi e da Revolução Constitucionalista de 1932.
Já nos casos em que não foi decretado feriado, é importante verificar se há um acordo para compensação de horas trabalhadas segundo o calendário da empresa. É possível utilizar as horas computadas no banco de horas para assistir ao jogo. Ou ainda compensar em outros dias de trabalho (mediante um cronograma fornecido pela própria empresa).
É importante lembrarmos que muita gente que não está diretamente ligado ao evento trabalhará com afinco! É bom ficarmos de olho, se é que me entendem!

5 de junho de 2014

Parabéns Gestores de Pessoas!

Artigo de hoje do Jornal O Diário - Campos dos Goytacazes.

Parabéns Gestores de Pessoas!

No último dia 03 de junho, comemorou-se o dia do profissional em Gestão de Pessoas, não poderia deixar a data passar em branco, pois somos nós os profissionais que proporcionamos o desenvolvimento de habilidades e de competências de milhões de pessoas.
Uma transformação contínua, buscando sempre novas conquistas e preservando a cultura e o bom clima organizacional de nossas empresas.
Comemorar esta data é reconhecer o nosso papel como profissional que engaja tantas outras equipes.
Estratégicos, fundamentais, importantes como todo colaborador é.
Os profissionais de Gestores de Pessoas são lembrados em 03 de junho pelos esforços diários em humanizar as relações de trabalho.
Mais do que nunca, existe agora a consciência de que empresa é gente. Sem pessoas não há empresas. Ponto.
A partir desse reconhecimento, as empresas, já há alguns anos, passaram a investir mais em desenvolvimento de competências, em qualidade de vida, em relações transparentes, em gestão participativa, em retenção de talentos - enfim, em práticas, políticas e programas de valorização do ser humano.
Um pouco administrador, um pouco psicólogo, um pouco conselheiro, um pouco advogado, um pouco improvisador, sempre criativo - e enormemente resistente à frustrações -, o profissional de RH é responsável por...

conduzir pessoas dentro da sua organização, de forma a mantê-las motivadas, comprometidas, qualificadas e, sobretudo, felizes e saudáveis. Este é o perfil do Gestor de Pessoas.
E os responsáveis pelos Departamentos Pessoais (DP) estão de fora da comemoração? Lógico que não! Pois são justamente eles que dão as informações e a infraestrutura para que as ações estratégicas, sociais e políticas sejam implementadas ! Estou falando de um time.
Enfim, o que se pode resumir de toda esta ópera é que, seja chamado de "Administrador de Pessoal" , sejam chamados de "Gestor de Recursos Humanos", de “Gestor de Pessoas” ou de qualquer outro titulo pertinente, nós, os homenageados temos a enorme responsabilidade de, burocrática ou estrategicamente, possibilitar que existam empresas lucrativas e colaboradores felizes/satisfeitos.
Deixo aqui registrado meus sinceros votos de força para enfrentar os obstáculos, de reciclagem constante, mas acima de tudo sucesso pessoal em seus projetos e empregos, porque não é fácil ter a nobre missão de tornar a empresa um lugar atraente, onde as pessoas se sintam bem e gostem de trabalhar - o que significa administrar o único recurso que verdadeiramente dá vida, energia e resultados às organizações: GENTE.
“Gosto de gente com brilho nos olhos, que incendeia os outros com a chama do fogo-paixão, próprio das pessoas que escolheram fazer o que gostam. presto mais atenção ainda, naquela gente que....aprende a gostar do que está fazendo.Gosto de gente que não recua, frente ao desafio de modificar o que precisa ser modificado. essas pessoas sabem que a força e o sucesso da transformação consiste em saber que o primeiro e mais importante passo é...
modificar a si próprio. Gosto de gente que se emociona com o singelo da vida. esses são diferenciados pois nunca perdem as oportunidades de enxergar o óbvio e desfrutar da beleza, nem sempre aparente,  das coisas simples.”
Forte Abraço a todos!

29 de maio de 2014

“A felicidade consiste em três pontos: trabalho, paz e saúde.”

Artigo de hoje do Jornal O Diário - Campos dos Goytacazes.


Leia aqui:

“A felicidade consiste em três pontos: trabalho, paz e saúde.”

No último domingo, tive a oportunidade de presidir a mesa de um concurso de vestibular de uma grande universidade, onde o tema da redação foi uma citação do visionário escritor Abílio Guerra Junqueiro. “A felicidade consiste em três pontos: trabalho, paz e saúde.”, onde milhares de candidatos a nível Brasil estavam naquele momento unidos em um só pensamento e transcrevendo suas ideias e interpretações pessoais em forma de dissertação. Enquanto faziam a prova, eu mesmo criei a minha redação mentalmente e a primeira coisa que me veio em mente como gestor de pessoas, foi a satisfação pessoal de saber que muitas pessoas e em sua maioria jovens estavam ali iniciando ou dando continuidade aos seus projetos de vida profissional focados em um tema fantástico.
De certo muitos dos candidatos separaram os pontos da referida felicidade, embora essa dita separação não seja desclassificatória, os candidatos tinham em mãos um excelente oportunidade de unir os três pontos, pois essa é a questão.
Unir trabalho, paz e saúde para a gestão de pessoas é primordial, é uma luta pessoal e profissional (junto às muitas barreiras que as próprias empresas nos impõe). A felicidade hoje é a base do trabalho do gestor de pessoas, não a felicidade banalizada, mas a felicidade na sua essência, não a felicidade induzida ou injetada através dos mais variados métodos de motivação momentânea para obter melhores resultados em um determinado mês, mas sim a felicidade diária no ambiente de trabalho.
É claro e evidente que aquela velha história que não devemos levar problemas pessoais para o trabalho, é certa, mas ao mesmo tempo, no meu ponto de vista ultrapassada. Lidamos com pessoas e não atores em cena, muito embora, muitas vezes tanto gestores quanto colaboradores vivem seus vários momentos de atores. O que estou tentando dizer é que cabe aos gestores de pessoas, líderes e encarregados de setores, ficarem atentos aos sinais de “infelicidade” dos colaboradores e tratá-los da forma correta.
Quanto a paz e a saúde, são pontos que não chego a dizer secundários, mas sim uma consequência. A qualidade de vida no trabalho hoje é um assunto importantíssimo, desde que aplicada. Não adianta uma organização ter um excelente programa de QVT (envolvendo, é claro a segurança no trabalho) e não colocar em prática.
Um colaborador hoje com qualidade de no trabalho, consequentemente e automaticamente, sem ao menos perceberem estarão também tendo paz pessoal, paz social e familiar. E podem ter certeza, um programa de QVT bem aplicado e acompanhado, salva não só o colaborador, mas seu casamento, seus filhos e suas amizades e ainda tendo como um grande benefício menos riscos de serem acometidos por acidentes cardiovasculares, stress, hipertensão, entre outros.
Opa, mas espere um pouco, quer dizer que as organizações tornaram-se uma fábrica de felicidade e ainda pagam salários para isso? De forma alguma, muito pelo contrário, muitas organizações ainda e infelizmente ainda não fazem ideia do quanto poderiam lucrar se investissem um pouco na felicidade e nos sonhos de seus colaboradores. Mas conforme eu disse acima, não invistam na felicidade injetada em forma de dinâmicas, palestras engraçadas e de um dia específico de “oba,oba” (mesmo porque os colaboradores já sabem quando isso acontece e os efeitos positivos na equipe são nulos ou pelo menos duram alguns dias), mas invistam na felicidade diária, no acompanhamento do clima organizacional, pois a felicidade, a paz e a saúde dos colaboradores não estão em apenas em um bom dia caloroso ou só em um pão com café com leite servidos no refeitório pela manhã (o que é muito bom também), mas acima de tudo em saírem de casa satisfeitos e chegarem mais satisfeitos ainda.
Claro e evidente que não sou tão sonhador assim, estamos falando de pessoas, então, há e sempre haverá “o insatisfeito”, “o fofoqueiro”, “o desmotivador”, por mais que a empresa faça e aplique um excelente programa de qualidade de vida.  Nesses casos, nada melhor que um aviso prévio, de preferência indenizado para resolver a questão e ele que seja feliz em outro lugar.
E você colaborador de uma empresa, que lê esse artigo, aí vai um conselho ou uma dica: De nada adianta ter lido, se empolgado, achar que tudo vai melhorar, se você não faz o que realmente te satisfaça como ser humano. “Talvez você me responda mentalmente: “É porque não é você que paga minhas contas”, e eu replico: “Mude de vida, diminua os custos, se for corajoso e tiver personalidade, não ligue para status, ou para que os outros irão pensar....mas viva de forma em que momentos felizes possam fazer parte de sua vida. Você verá, valerá a pena!

22 de maio de 2014

“Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada.”

Artigo de hoje do Jornal O Diário.

Se preferir, leia aqui!
É lamentável quando encontramos empresários e gestores (ou que pelo menos se consideram gestores) que são cientes da importância dos colaboradores hoje em suas empresas e gritam para o mundo todo ouvir “meu maior patrimônio são meus funcionários”, afinal de contas eles não querem se passar por arcaicos. Digo lamentável, pois em minhas andanças pelas empresas, muitas vezes observo o inverso do que é dito. Esses mesmos empresários, pois para mim não passam de empresários e não gestores visam uma única coisa: LUCRO.
De forma alguma estou aqui dizendo que não ter lucro em uma empresa é irrelevante, muito pelo contrário, sem lucratividade, não há empresa. O que estou querendo dizer é que os colaboradores até então ditos como maior patrimônio, são na verdade, “escravos” de um sistema interno que vivem a mercê do medo de ficarem desempregados, tendo por muitas vezes seus direitos ignorados.
Um dos grandes fundamentos do marketing, é que o cliente é o foco principal para qualquer organização, não só os clientes (consumidores), mas também e principalmente os clientes internos e colaboradores. Porém se não houver um entrosamento que se origina desde a diretoria da empresa até ao auxiliar de serviços gerais, não há marketing que dê jeito no aumento da lucratividade. Isso porque os colaboradores estão totalmente insatisfeitos e calados. Assim sendo, nenhuma estratégia tomada por empresas com esse perfil terá o resultado esperado. E o dito “gestor” continua a ver somente à sua frente $$$$. Luta... luta e nada de resultado e se tiverem “sorte” ficarão sempre na mesmice por anos a fio.
E o que mais me assusta, é que esses mesmos empresários participam de palestras e workshops, mostrando talvez para a sociedade o quão antenados são. E mesmo sabendo do advento das novas tecnologias, da globalização da produção, da abertura das economias, internacionalização do capital e das constantes mudanças que vêm afetando o ambiente das organizações, na verdade não conseguem nem ouvir a expressão “gestão de pessoas”, porque para ele, ele é o gestor de pessoas, para ele somente “o olho do dono engorda o gado” e talvez não consigam ouvir e nem implantar um recursos humanos na empresa, porque afinal de contas para que investir seu capital em algo que ele faz “tão bem”?  Mal sabem eles (ou não querem saber) que é o melhor investimento que possam fazer, mal sabem eles que um verdadeiro gestor de pessoas seja o bote salva vidas.
Não estou falando sobre o regionalismo (ou talvez esteja), mas sim sobre antigos valores que ainda permanecem e que são contrários aos pressupostos da sustentabilidade, do local e do humano. Friso que o resgate da dignidade do “ser humano” é condição indispensável para que os atuais padrões empresariais se transformem em qualidade de vida.  E é nesse ambiente de transformações econômicas, sociais, ideológicas e políticas que os gestores de pessoas percebem o capital humano como fonte de vantagem competitiva e que treinamento e desenvolvimento de pessoas são os investimentos mais frequentemente citados para desenvolvimento de capital intelectual.
Entretanto, quando questionados sobre o tratamento dado aos valores alocados a ações de treinamento e desenvolvimento, muitos “gestores” ainda consideram como despesas.
Então fica a dica para quem trabalha em empresas assim: Não tenham medo, é difícil, eu sei, mas procurem algo melhor, invistam em cursos de capacitação, técnicos dentre muitos outros e saiam das garras de empresários que ainda se comportam assim. Sejam livres e busquem a satisfação, o crescimento e a felicidade. Não a felicidade plena, pois na minha opinião ela não existe, mas busquem uma empresa onde os  momentos felizes que ela te proporcionará, serão capazes de mudar a sua vida!

16 de maio de 2014

Chegou a VICAST Palestras e Desenvolvimento Humano!

Você que é líder, educador, empresário, gestor, supervisor, coordenador sabe muito bem que manter uma equipe animada e comprometida com os resultados esperado não é tarefa fácil. Assim como não é fácil fazer com que alunos e profissionais liberais estejam mais preparados para o mercado de trabalho atual.
A pressão diária muitas vezes acaba destruindo o ânimo dos colaboradores e alunos, pois a cobrança por resultados positivos muitas vezes é forte demais e muitos não aguentam e se sentem desanimados.
É ai que entra a importância da empresa como um todo promover workshops ou como são mais conhecidos palestras motivacionais ou temáticas. Escolha um palestrante não somente pelo currículo apresentado, mais sim pela sua desenvoltura e dinamismo.
Quando falamos especificamente em Gestão de Pessoas nas organizações, detectamos através de pesquisas e experiência em diversas empresas constatamos a necessidade de desenvolver soluções em Recursos Humanos voltadas para o dia a dia das empresas, com projetos de curto e médio prazo, com o objetivo de harmonizar as relações no trabalho com a personalidade e a cultura da empresa, criando ferramentas e procedimentos seguros para o gerenciamento na Gestão de Pessoas.
É preciso ter objetivos bem delineados, planejados e orientados para o cumprimento de suas metas. Para isso, é necessário desenvolver Programas de Recrutamento e Seleção eficazes.
A importância dos Recursos Humanos nestes programas é fatal para o sucesso das empresas. Por isso, a ação estratégica de RH exige um aprimoramento constante dos seus processos de Gestão.
Por esse motivo que atuamos como parceiros de nossos clientes, na implantação, aprimoramento ou revisão de Políticas do desenvolvimento humano que agem como uma das ferramentas mais dinâmicas deste processo e auxiliam o gestor no gerenciamento de sua funcionalidade e aplicabilidade.
É nesse clima que apresento a vocês a VICAST Palestras e Desenvolvimento Humano.
Sejam muito bem vindos! Estamos à disposição.
Visitem nossa fanpagehttps://www.facebook.com/vicastgestao

15 de maio de 2014

AFINAL DE CONTAS, O TRABALHO DIGNIFICA O HOMEM?

Artigo de hoje no Jornal O Diário.

Não há dúvidas de que o termo “trabalho” é um dos mais centrais da modernidade, prova disto é que conceituados autores abordam o assunto de forma tão intensa, que suas obras giram em torno do “trabalho” e de seu significado.
O trabalho tem sido um conceito tão crucial, que a maioria das pessoas acredita atualmente que ele é algo natural ao homem, que a própria existência do ser humano implica necessariamente algo que chamamos “trabalho”.
No entanto, isso não é assim. Claro que o ser humano sempre, como qualquer outra espécie animal, teve que desenvolver algum tipo de atividade a fim de buscar o sustento para si mesmo e para seus próximos. Mas isso não é necessariamente trabalho. O conceito de trabalho é algo mais complexo do que a mera atividade de conseguir o sustento.
O trabalho, que nunca teve antes as funções que tem hoje, cada vez está mais no centro de nossas vidas, tendo convertidose, inclusive, em nossa vida. De fato, atualmente são muitos os autores que defendem que o trabalho é a essência da natureza humana, proporcionandonos não apenas os meios materiais para viver, mas, também, nossa própria realização pessoal e nossos vínculos sociais (prova disto é o grande número de grupos em busca de empregos nas redes sociais, e até mesmo a satisfação pessoal de ter o perfil “onde trabalha” preenchido). Será que sem trabalho, não seríamos nada, nem ninguém? O trabalho é nossa essência e nossa condição.
Como forma de expressão do indivíduo, o trabalho pode ser comparado à arte. É a manifestação de algo interno que se apresenta na concretização do esforço despendido, expondo crenças, atitudes e valores. Este princípio é válido tanto para aquele satisfeito com seu trabalho quanto para o insatisfeito.
Para a pergunta: “se você tivesse bastante dinheiro para viver o resto da sua vida confortavelmente sem trabalhar, o que você faria com relação ao seu trabalho?” A grande maioria responderia que continuariam a trabalhar mesmo assim. As principais razões são as seguintes: para se relacionar com outras pessoas, para ter o sentimento de vinculação, para ter algo que fazer, para evitar o tédio e para se ter um objetivo na vida, prova disto é que inúmeros desempregados não gostam ou não param para pensar em sua situação, pois especificamente esse ato de pensar, lhe trará angústias, reflexões passadas o que fatalmente comprometerá sua qualidade de vida, que na verdade, só atrapalha para uma nova inserção no mercado de trabalho, que exige acima de tudo motivação pessoal, paciência, qualificação, perseverança e fé.
Concordo com alguns tantos autores, que alegam que três características contribuem para dar sentido ao trabalho: A variedade das tarefas, a identidade do trabalho e o significado do trabalho (a capacidade de um trabalho ter um impacto significativo sobre o bem-estar ou sobre o trabalho de outras pessoas, seja na sua organização, seja no ambiente social).
Vale a pena, então, tentar compreender o sentido do trabalho hoje para você e determinar as características que deveria te apresentar a fim de que ele tenha um sentido para sua vida pessoal. Porque nada melhor do que trabalhar, mas acima de tudo trabalhar feliz. Pense nisso!

14 de maio de 2014

Férias! Pra Que?

Essa é uma pergunta que alguns funcionários e empregadores se fazem durante o ano. Alguns dizem que amam o seu trabalho e não sentem a necessidade de tirar 30 dias de férias anuais. Outros afirmam que nada de interessante tem para fazer em casa ou em qualquer outro lugar fora o trabalho. Por fim, existe aquele que tem medo de tirar férias e “perder” o seu espaço. Para o ultimo vai à dica:
Ninguém perde espaço ou emprego por tirar férias, perde pelo que fez ou deixou de fazer antes das férias.
Afinal, por que tirar férias é necessário?
A resposta é bastante simples, NÃO SOMOS MÁQUINAS.
O corpo humano sofre com os desafios impostos pelo trabalho desde sempre, seja essa carga física ou psicológica. No Brasil, ainda não existe a cultura de organizar as férias para realizar uma viagem com a família, por exemplo. Em nossa cultura, o Brasil é um dos países que mais se trabalha no mundo (juro...é verdade!), percebe-se que o trabalho ganha uma dimensão ainda maior. Ele precisa ser constante, dolorido, entrega total.
Não é difícil ouvir, quando se está em férias a seguinte frase:
- Férias. Outra vez!
É uma brincadeira e nada mais! Mas observem, é nas brincadeiras em que conhecemos um pouco da cultura de um povo.

Qual a importância desse período fora do ambiente organizacional?

Não basta sair da empresa durante as férias, é necessário se desligar dela por esse período. De nada adianta o indivíduo estar em uma praia no nordeste tomando água de coco se estiver com o celular ou conectado aos e-mails.
Seu emprego, seu cargo, sua posição na empresa é importante, não se questiona isso, mas pare e perceba, apesar de doloroso, a organização vai sobreviver sem voce, mesmo você sendo o dono.
Você se prepara para suas reuniões, se prepara para fechar um bom negócio, parceria, compra, venda, investimento, campanha de marketing... Por que não capaz de organizar suas férias?
Prepare seus colegas, separe uma listagem com os projetos em andamento, adiante ou adie decisões que só você pode tomar. Se prepare para curtir os seu período de férias e volte com nova energia e novas ideias. Todos vão agradecer sua família, seu colegas, sua mente e seu corpo.
Não confunda o trabalho com sua vida.
Nada é mais prazeroso do que o seu trabalho?
Se você é dessa tribo, alguma coisa esta errada.
Concordo que ame o que faz, que seu trabalho é divertido, que os colegas são adoráveis. Que ótimo. Parabéns, você é um privilegiado, pois uniu o útil ao agradável. Mesmo assim pergunto:
Seu trabalho é mais interessante que uma viagem com a(s) pessoa(s) que você ama ou esta junto?
Mais excitante que um final de semana com amigos da infância, escola ou faculdade?
Mais radical que voar de paraglider? Mergulhar?
Mais assustador que uma experiência nova?
Se você respondeu sim a todas estas perguntas. Tire férias imediatamente, para o bem dos seus colegas.

Fonte de Pesquisa: Everton Gaide de Oliveira