" A transformação de vidas através da Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Humano."

11 de novembro de 2015

Adeus Estabilidade!


Ser formado em uma área e, de repente, optar por outra carreira. Ou ainda, ter vários anos dentro de uma empresa e depois sair para investir em um negócio próprio. As duas situações podem não ser novidade nas idas e vindas de um profissional dinâmico. No entanto, nem todo mundo tem coragem para enfrentar o desconhecido ou enveredar por um segmento que seja diferente daquele que se preparou por anos a fio.
Alguns profissionais perdem grandes oportunidades por não se considerarem prontos para o desafio. Isso pode ser desde não ter cursado um segundo idioma, uma pós-graduação, estar com um plano de negócios completamente definido ou por não ter adquirido uma determinada habilidade. Fatos esses que influenciam em uma tomada de decisão mais radical na carreira.
Quando falamos em profissionais empreendedores ou intraempreendedores, necessariamente estamos falando em correr riscos. Neste sentido, o profissional que esteja disposto, ainda que não completamente preparado, a se arriscar terá grandes chances de encontrar uma série de benefícios pelo caminho, destaca.
Satisfação pessoal e profissional por ter decidido realizar algo desafiador, ter a possibilidade de criar algo diferente, ou ter simplesmente tido a chance de encarar uma importante oportunidade de aprimorar o autoconhecimento podem ser extremamente motivadores.
Todos os empresários de sucesso que conhecemos, onde os temerosos chamariam de pessoas de sorte, acasos que deram certo. No entanto, todos eles buscaram o conhecimento e se arriscaram e até mesmo quando tinham o cargo dos sonhos, mudaram. Será mesmo sorte? Para saber, só arriscando. Quer tentar?
Fonte de Pesquisa: Mayara Chaves.

3 de novembro de 2015

A ruptura das relações e as redes sociais.


As mídias sociais (facebook, instagram, whatsapp etc) fazem cada dia mais parte do cotidiano. Por meio delas, faz-se negócios, informa-se, busca-se uma vaga de emprego, relaciona-se, diverte-se etc.
Será um movimento irreversível? É muito provável, com base nas mudanças pelas quais o ser humano e, consequentemente, a sociedade já passou, é possível observar alguns indicativos que orientam a análise do presente e a expectativa de futuro.
Assim o foi com o surgimento das máquinas de impressão de Gutenberg, ou com o telefone de Graham Bel, ambas significativas mudanças permitidas na comunicação entre as pessoas.
A internet também se situará, quando as gerações futuram observaram o momento em que se vive, nessas mudanças estruturais, causada pela tecnologia, que permitem cada vez mais um mundo de pessoas conectadas.
E exatamente por tocar no ponto das relações, o tema acaba ganhando um viés duplo. De um lado, a evolução permite conectar, fazer com que conhecimentos gratuitos, antes restritos, estejam disponíveis, compartilhados, democratizando ferramentas para que qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, possa se desenvolver.. Por outro, há a reflexão sobre a possibilidade de empobrecimento das relações e, consequentemente, dos afetos.
A tecnologia como meio ou como fim? Em si, ela aparenta mesmo ser fria.
Na época de nossos avós, não havia o conceito de rede social, tal qual o concebemos hoje, das inúmeras pessoas que são adicionadas em perfis ou contas, e muitas delas não fazem parte do convívio diário. Eles possuíam apenas o conceito de comunidade, algo que já existe antes de qualquer um, e onde se constroem os laços de afeto.
O grande diferencial é que e a rede é mantida viva e existe por duas atividades especificas: conectar e desconectar. Uma amizade no facebook é facilmente desfeita com um desfazer a amizade. Sendo, portanto, fácil conectar e, mais ainda, desconectar essas relações. Hoje você pode ter 1000 amigos, logo 999 e, amanhã, ganha e volta nos 1000.
Já na comunidade, onde as relações de afeto ocorrem, são cara a cara, corpo a corpo, e rompê-las é sempre um evento difícil. Mas é exatamente com base nesse contato com a comunidade, com as pessoas, nas relações de afeto, é que reside a ambivalência da vida e a construção em compreender seus objetivos, o que você é.
Naturalmente, o ser humano tende a construir laços projetados no futuro, ainda que muitas vezes não compreenda que por inúmeros motivos, para crescer, obter inteligência emocional, é preciso o entendimento de que amanhã, daqui um mês, um ano, ou nunca, quem sabe, essas relações podem ser desfeitas para dar lugar a novas e causar a evolução natural afetiva do indivíduo, e isso ocorre na comunidade, no cara a cara.
Assim, para se ter uma vida satisfatória e relativamente feliz, é preciso dosar a segurança e a liberdade nas relações de afeto (quaisquer que sejam elas). Essas são contadas nos dedos nas mãos.
Portanto, muitas pessoas, que estão construindo suas relações apenas nas redes sociais, correm o risco de deixar de vivenciar algo valioso para o  desenvolvimento, que são os laços da comunidade, capazes de fazer nos projetarmos cada dia melhores.
Buscar curtidas, tentar expor uma vida aparentemente feliz, baseada na audiência digital, pode correr o risco de perder a possibilidade de vivenciar os laços afetivos, que dependem muito mais do que queremos para a vida, os objetivos de crescimento e desenvolvimento pessoal e profissional do que comentários e compartilhamentos.
Dito isso, se houver uma balanceamento na utilização das redes sociais, para que elas sirvam justamente para que haja essa melhora na relação entre pessoas, seja obtendo mais informações, estreitando nossos laços de afeto, é possível utilizar a tecnologia em favor do desenvolvimento humano, como  já aconteceu diversas vezes.
Por exemplo, pais e filhos, irmãos, amigos, que mesmo longe podem manter vivos os laços de afetos por meio dos laços digitais, encurtando o tempo e a distância.
Nesse cenário, mudam-se não só as relações entre pessoas, todavia, entre estas e as marcas, que podem fornecer conteúdo capaz de fazer frente a essa nova necessidade e perspectiva pela qual passamos.
As empresas passam a ser responsáveis pelo estreitamento dos laços de afeto, dando surgimento, talvez, numa forma de organização econômica e social.
Fonte de Pesquisa: Eder Fonseca.

28 de outubro de 2015

As empresas estão de olho na inteligência emocional dos colaboradores.

Conhecimento técnico é importante, mas de nada adianta se o profissional não souber lidar com o dia a dia da empresa nem relacionar-se com os colegas de trabalho. Por isso, as organizações estão à procura de colaboradores que apresentem um bom nível de inteligência emocional.
As empresas têm reconhecido a importância da inteligência emocional no ambiente de trabalho como forma de evitar conflitos entre funcionários e ampliar a produtividade da equipe. Quem é emocionalmente inteligente costuma ser mais motivado e determinado. Isso impede que o indivíduo se abale facilmente com situações embaraçosas, como discussões e mudanças bruscas. Além disso, esse tipo de profissional consegue trabalhar em equipe sem dificuldade e sabe reconhecer seus medos e fraquezas.
Aqueles que possuem competências comportamentais como essas obtêm resultados mais positivos para a empresa, porque contagiam todos à sua volta com sua empolgação e capacidade de comunicação. Em meio às dificuldades, são essas pessoas que mantêm a calma necessária para enxergar as melhores soluções.

Dicas para desenvolver sua inteligência emocional:
Para ter uma carreira profissional de sucesso, é preciso levar em consideração alguns quesitos:
Primeiro – Empatia

É uma das características mais marcantes nos indivíduos que têm uma inteligência emocional bem desenvolvida. Trata-se da capacidade de entender e respeitar a opinião dos outros. É importante não julgar os colegas precipitadamente. Procure sempre ouvir e apoiar todos aqueles que dividem o ambiente de trabalho com você.

Segundo – Autocontrole

Manter a calma  em situações difíceis e não tomar atitudes precipitadas é uma ótima forma de agir. Trabalhar o autoconhecimento é uma maneira eficiente de controlar impulsos e fortes emoções, como raiva, tristeza ou insegurança.

Terceiro – Contatos

É fundamental saber cultivar relacionamentos profissionais e pessoais. Por isso, mantenha os velhos e conquiste novos amigos e colegas de trabalho. Isso pode ser feito pessoalmente ou nas redes sociais. Procure ser simpático com todos à sua volta.

Quarto – Motivação

Trabalhe com aquilo que você ama e tenha sempre disposição e positividade para enfrentar os problemas do dia a dia. Preserve o seu entusiasmo a todo instante e trate de passar esse sentimento para os colegas no trabalho.


Mas atenção: seguir essas dicas não é tudo! Para ser um excelente profissional, não basta desenvolver sua inteligência emocional, é preciso unir essa característica a aptidões técnicas e, assim, usar toda o seu potencial para atingir os melhores resultados.

Fonte de Pesquisa:Villela da Matta

22 de outubro de 2015

O Funeral dos brasileiros….Ou de pelo menos muitos de nós!


Até que ponto? Será que esse ponto chegou? Será que o acúmulo de tantas injustiças, corrupção, jogos políticos municipais, estaduais, federais e sociais nos indica o ponto final?
Acordar às 04:00 da manhã pegar o metrô ou ônibus para ir trabalhar no mercado municipal, até pouco tempo (década de 90), era motivo de orgulho, sim, é verdade. Muitas pessoas sentiam orgulho de dizer isso, mesmo com os maiores dos sacrifícios, pois sabiam no fundo de suas almas que embora a desigualdade existisse, mas sabiam também que um dia teriam sua recompensa, recompensa esta que poderia ser desde da aposentadoria (que hoje se consegue na porta do cemitério), uma viagem ao exterior, uma casa própria (que muitos hipócritas da classe A hoje chamam de casinhas conjugadas) ou simplesmente verem os filhos “formados”. Sabiam que investir na educação dos seus filhos um dia iria valer a pena.
Mas e hoje? O que mudou? Afirmo com toda certeza, tudo! Para quem está empregado e ainda acorda às 04:00 da manhã para tentar pegar um metrô ou ônibus, ou pior, um transporte alternativo para chegar ao emprego todo santo dia e ainda se sentir culpado por reclamar, pois afinal deve-se levantar a mão para céu para agradecer o emprego que ainda tem. E não acaba por ai... Ainda temos que chegar em casa cansados e sermos esbofeteados pelas notícias do presídio aberto no Distrito Federal, Assembleias Legislativas, Prefeituras , Câmaras municipais, comunidades.
E como se não bastasse os intervalos comerciais quase que emitindo um grito de socorro aos telespectadores da nova classe D ou ao contrário, mostrando uma realidade acessível somente à classe A. Classe A que digo não são os filhos que estudaram anos a fio, passaram no vestibular por mérito (risos..bons tempos…hoje virou piada), lutaram , suaram e conquistaram. A classe A hoje são os filhos de políticos, de foras da Lei, afilhados dos malditos políticos, religiosos hipócritas que vendem o sabonete da prosperidade por R$ 120,00, como se Deus não fosse julgá-los um dia, uma vez que a justiça terrena também é podre e comprada.
Uma pessoa me perguntou dia desses, “Para que estudar física? Me explica só o por quê.” Dizer a verdade à uma criança? Que verdade? Que na prática não serve absolutamente para nada (perdoa-me os colegas físicos). Que ela talvez irá fazer uma redação de "bosta" em uma universidade comércio ltda, passará com louvor e pagará o certificado de forma parcelada e todos ficarão felizes eticamente. Dizer a verdade que para ela ter sucesso, basta ela ser amante de um político velho babão, ou então encontrar um podre um dos componentes na Assembleia Legislativa para ter casa, comida, roupa lavada, carro do ano, cirurgia plástica e muito mais.  Essa não é a verdade que respondi, embora a vontade tenha sido imensa.  Covardia da minha parte? Não sei, mas se eu dissesse a verdade, eu iria exatamente fazer o que fazem com a gente nos presididos abertos…Destroem a cada dia um pouco de nossos sonhos….Matam um pouquinho nossa esperança, porque mesmo sendo a última a morrer, ela morre.
Claro que vários leitores, irão dizer: “Nossa, quanta amargura!” ou então “Ih! Está revoltado.” Não, já passei da fase de amargurado e revoltado. Estou na fase de verdadeiramente enojado. “Outros dirão: “O importante é ter saúde” e eu respondo:"Até quando?”.
O que sustenta hoje emocionalmente os brasileiros, nos dando força a cada dia, é a nossa fé. Não a fé comprada em um sabonete da prosperidade, mas a verdadeira relação com Deus.

14 de outubro de 2015

A importância da Gestão de Pessoas em períodos de crise econômica

A área de Recursos Humanos enfrenta desafios diários, administrar a gestão de pessoas é uma das grandes dificuldades das empresas. Alguns dos desafios são:

- Novas gerações de profissionais onde a liberdade e condições de criar valem mais que a remuneração.
- Reter e motivar os talentos.
- Treinar e qualificar.
- Manter um clima adequado e agradável para todos.
- Gerir gestão de conflitos internos.

Se entre as funções da Gestão de Pessoas é administrar e manter uma provisão de recursos humanos (colaboradores), desenvolver, capacitar e monitorar para depois recompensar, como atingir os resultados esperados em tempos de crise econômica? Lembrando que a insegurança dos profissionais aumenta e a cobrança para atingir metas também.
O momento é propício para as empresa avaliarem a sua estrutura organizacional, política interna de trabalho e perfil de colaboradores que deseja manter e investir.
Um dos primeiros passos é alinhar a liderança, todos os departamentos trabalham para um objetivo comum e único, o sucesso da empresa. Uma liderança alinhada e com o apoio da Gestão de Pessoas terá condições de potencializar os resultados independente da situação econômica do país e do planeta.
Se existem empresas do seu segmento ganhando mais dinheiro do que você, se existem profissionais da sua área ganhando mais dinheiro do que você, a culpa da sua situação atual é da crise ou é preciso mudar?
Se for preciso mudar, a Gestão de Pessoas é fundamental neste processo. Todas as mudanças atingem de alguma forma os profissionais, que no primeiro momento podem receber as notícias de forma negativa. As mudanças exigem que todos saiam da zona de conforto, quando as empresas mudam, os colaboradores precisam mudar junto.
O trabalho da Gestão de Pessoas começa na pré mudança, quando a ideia de mudar surge. Precisa entender tudo que irá acontecer, os passos da mudança, para preparar a comunicação e administrar os conflitos, acompanhar e avaliar os resultados relacionados a gestão de pessoas. Este processo é fundamental para manter e potencializar os resultados.
Aproveitando, se a comunicação de mudanças com os colaboradores também é função da G.P., o segredo para driblar esse período de crise econômica é manter uma boa comunicação pontuando as ações e expectativas da empresa. Uma comunicação falha pode prejudicar, e muito rápido, todo um processo, reduzindo os resultados e as vendas. É importante que as comunicações sejam coerentes com a política da empresa e sempre que possível orientar e comunicar os líderes antes do comunicado geral. Ter o apoio da liderança é um fator que fará a diferença na gestão e nos bons resultados.
Para ter um diferencial é preciso fazer diferente. Qual o seu diferencial?

Fonte de pesquisa: Jaques Grinberg Costa

7 de outubro de 2015

Desistir é para os fracos?

Tenho lido muitas frases nas redes sociais e ouvido algumas pessoas dizerem que, nunca se deve desistir dos sonhos, dos objetivos, que desistir é para os fracos. Será? Desistir pode ser uma atitude tomada por pessoas inteligentes, por pessoas corajosas. Por gente que tem coragem de por ponto final em alguma coisa que não deve ter continuidade. Coragem que falta para muita gente que continua fazendo o que já deveria ter deixado de fazer a muito tempo. Coragem de mudar a rota, de ter novos sonhos, de criar novos projetos, de fazer coisas diferentes.
Continuar quando já deveria ter parado, por não perceber que chegou a hora de parar ou só para dizer que não desiste é um grande erro que muita gente tem cometido. Todo mundo tem o direito de errar, até quando sonha. A pessoa pode sonhar e fazer escolhas que não tem nada a ver com a vida dela. Como pode sonhar sonhos que são impossíveis de serem realizados. Ter a percepção que o sonho é impossível ou que não vale mais a pena continuar com ele é questão de inteligência. Um sonho que teve muito sentido no passado, pode não ter o menor sentido no presente.
A vida muda, os desejos mudam, as necessidades mudam, a vida toma outro rumo e por isso, é preciso perceber se ainda vale a pena continuar com os mesmos sonhos, com os mesmos projetos. Não existe nada de errado em desistir de um sonho, o que não se pode é deixar de sonhar. Não existe nada de errado em desistir de um projeto, o que não se pode é deixar de criar novos projetos. A vida sem sonhos, a vida sem projetos e vida sem vida!
Se chegou a hora de parar, pare! Para que uma empresa continuar na busca de um objetivo, quando o mercado mudou? Quando o momento passou? Só vai trazer prejuízo para a empresa e para os envolvidos. Para que continuar com um relacionamento, quando não se tem mais sentido caminhar juntos? Só vai causar sofrimentos e perda de tempo. Para que continuar com um projeto de crescimento profissional em uma empresa, quando a mesma não mais oferece está possibilidade para a pessoa crescer? Para que persistir com um objetivo que não tem mais sentido? A pessoa vai perder tempo que poderia estar sendo usado para fazer outras coisas muito mais importantes.
É preciso estar atento para descobrir se o momento é de desistir ou continuar. Esta descoberta só é possível quando a pessoa não se deixa cegar diante dos sonhos, diante dos projetos. É preciso prestar atenção nos sinais, é preciso prestar atenção nos acontecimentos. Eles vão dizem se a pessoa deve ou não dar continuidade nos sonhos, nos projetos dela. Para ajudar nessa descoberta, seguem algumas dicas de perguntas que podem ajudar na sua decisão.
O que estou fazendo, é o que realmente quero para a minha vida e para a vida dos envolvidos? Se eu desistir, o que vai mudar na minha vida e na vida dos envolvidos? Para que quero realizar este sonho, este projeto? Esta conquista vai recompensar o meu sacrifício empregado? Se eu desistir agora, o que sou capaz de fazer de diferente e que vai valer a pena fazer?
De acordo com as respostas, a pessoa vai poder decidir o que fazer ou não fazer. Qualquer que seja a decisão tomada, que seja uma decisão consciente. Que não seja uma decisão tomada por medo, por pressão das pessoas ou para provar alguma coisa a alguém. A vida é muito curta para gastar parte dela fazendo coisas que não se deve fazer.
Fonte de Pesquisa: Nestor de Almeida.

30 de setembro de 2015

“Mudaram as Estações”


“Mudaram as estações, nada mudou, mas eu sei que alguma coisa aconteceu....Tá tudo assim, tão diferente.
Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar que tudo era pra sempre, sem saber que o pra sempre sempre acaba...” Pois é, tantas mudanças têm afetado o nosso dia a dia no trabalho, em casa e no lazer que é comum ouvir que vivemos em uma “época de mudanças”. E as proposições vêm cheias de obviedades, como dizer que “a única coisa permanente é a mudança”.
Essa visão de mundo parece insinuar que devemos fazer ajustes na nossa vida para conviver melhor com as modificações percebidas.  Ouvimos com frequência que quem vence não é o mais forte, nem o mais isso ou aquilo: “Os vencedores são os que melhor e mais rapidamente se adaptam às transformações”.
Essas novas condições não devem ser analisadas de forma isolada, mas em conjunto, de modo integrado, afinal uma torrente de mudanças ocorre ao mesmo tempo, de forma simultânea, afetando-nos em todas as dimensões da vida. Impactam, não apenas o nosso trabalho, nossa vida pessoal, amorosa, espiritual, financeira, cidadania etc.
As instituições às quais as pessoas se apegavam passivamente no passado para obter benefícios e soluções para os seus problemas – a Família, o Estado, a Igreja e a Empresa – não são mais as mesmas. A família está se aniquilando. Abalada, não consegue mais desempenhar seu papel tradicional.  O Estado confessa não ser capaz de resolver os problemas dos cidadãos, tanto que proliferam as ONGs para cobrir áreas não atendidas pelo poder público. A Igreja vive uma encruzilhada existencial: precisa se renovar para sobreviver no longo prazo, mas não quer abrir mão dos dogmas que a consolidaram até aqui.
A última fortaleza, a Empresa, está em reconfiguração. Evoluímos da Era Industrial para o mundo dos Serviços e nele o que conta não é mais a cultura das chaminés das fábricas, nem os pilares que sustentaram a industrialização por décadas: especialização das tarefas, economia de escala, departamentalização das organizações e produção em massa. O que importa, agora, é a cultura da interatividade dos serviços prestados pela empresa, não mais a forma como se fabricam os bens.
O antigo pacto “lealdade–estabilidade”, que norteou a relação das pessoas com as empresas, atravessa uma profunda transformação. As relações trabalhistas devem mudar completamente nas próximas décadas. As empresas não garantem mais a estabilidade como antigamente. Ficou praticamente impossível prever a evolução de uma carreira profissional. O cenário tem mudado tanto que ninguém pode assegurar que tal ou qual carreira existirá no futuro.
O foco das empresas está migrando do produto para os clientes. O importante não é o que as empresas vendem, mas o que os clientes de fato compram. Mais valioso do que o produto é a experiência de compra sentida na hora da verdade, ao estar no chamado “ponto de venda” – que, aliás, por quê não chamá-lo de “ponto de compra”? Conta a qualidade do atendimento, a capacidade de relacionamento, a competência de oferecer soluções integradas aos clientes e de superar suas expectativas, surpreendendo-os sempre.
Essas duas transições – do mundo industrial para o dos serviços e do foco no produto para o cliente – alteram completamente a forma de exercer as profissões, quaisquer que sejam elas. Mesmo quem trabalha em uma indústria precisa aprender a pensar mais nos serviços e nos clientes do que na fábrica e nos produtos.
Por tudo isso, tenho afirmado que não estamos simplesmente vivendo uma “época de mudanças”. Vivemos sim, uma verdadeira “mudança de época”, um período de transição extraordinária, uma crise sem precedentes. É, sem dúvidas, tempo de nos reinventarmos!
Fonte de Pesquisa: César Souza.

22 de setembro de 2015

A inércia e a Síndrome do sapo na panela.

Volta e meia algum grande empresário, quando questionado a respeito do segredo do seu sucesso, solta a seguinte resposta: “Sorte – e quanto mais eu trabalho, muito mais sorte eu tenho”.
Aí o sujeito que está lá sentado no trono do seu apartamento de olho gordo no Facebook alheio e compartilhando dezenas de vídeos e fotos de gosto duvidoso WhatsApp afora, bota o chapéu de pobre coitado na cabeça e veste-se com a certeza de que seu chefe (se tiver) e o mundo conspiram para que ele jamais se transforme num honorável cidadão de sucesso tal e qual esses grandes empresários.
O grande problema é que esta pobre vítima do mundo cruel não percebeu que está vivendo como o sapo que é colocado na panela. Não conhecem esta história? Pois bem, não tentem isto em casa, mas reza a lenda que se colocarmos um sapo dentro da panela com água a uma temperatura próxima à da lagoa e ligarmos o fogo, ele não saltará para fora porque não perceberá a tempo o aquecimento gradual da água e, desta forma, acabará por morrer cozido ali mesmo. Triste, hein?
Olhando por outro ângulo, podemos dizer que esta pobre vítima do mundo cruel está presa num verdadeiro círculo vicioso da inércia, pois como ela está lá quietinha dentro da sua panela sem fazer rigorosamente nada, não há sinal de nenhuma iniciativa que lhe permita começar a gerar algum tipo de  oportunidade. Sem iniciativa, não há oportunidades e, sem oportunidades, não há evolução (pessoal, trabalho etc), apenas estagnação.
Aí ela começará a entrar num terreno muito perigoso, pois a estagnação desencadeia o aumento da insatisfação e desperta o sentimento de inveja contra os “afortunados” que estão evoluindo. E como sentimentos ruins fazem (muito) mal à saúde, ela acaba criando novos vícios (ou reforçando antigos), que passarão a influir diretamente no desempenho (pessoal/profissional) e aumentarão ainda mais essa sensação de que o mundo é contra ela. Sentindo-se impotente, só lhe resta ficar cada vez mais presa na sua panelinha, sem criar iniciativas e gerar oportunidades, aumentando a estagnação e dando ainda mais corda para que este círculo vicioso não pare de rodar indefinidamente até um dia em que a água esquentará de vez – e aí, tomara que esta singela e pobre vítima do mundo cruel não tenha ficado cozida no meio do caminho.
Portanto, a única alternativa para quebrar este, que é o principal e o mais nocivo dos círculos viciosos e começar a ter “sorte” de verdade, só há um caminho a seguir: pular dessa panela. Já!
Fonte de Pesquisa: Eduardo Lopes.